Amanda Lyra
Quinta, 29 de junho de 2017, 00:00 h - Atualizado em 29/06, 00:14 h

Especial Fervesense - Andrey Andreata

Confira uma entrevista exclusiva com o frontman da Fervesense

Amanda Lyra:Cultura
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Essa semana começamos mais uma edição especial da Clave do Som! Vamos conhecer o pessoal da curitibanissima banda  Fervesense! 

Confira uma entrevista exclusiva com o cantor e compositor Andrey Andreata!

 

VRNews: Como foi seu primeiro contato com a música?

Bem, eu nasci em Curitiba, e sempre tive contato com a música desde cedo pela família, que apesar de não ter músicos profissionais, todos cantam ou tocam algum instrumento. Aos 3 anos ganhei um teclado infantil da minha mãe e fiz algumas aulas, mas foi aos 11 que comecei a me interessar pelo violão, pelo rock, e aí não parei mais. Aos 14 montei minha primeira banda, emprestando uma guitarra pra tocar, até comprar minha primeira guitarra, e aí não tinha dinheiro pra comprar um amplificador, então toquei por um bom tempo usando um rádio velho do meu pai que saturava o som da guitarra! Pela falta de grana, cheguei até a montar alguns pedais que encontrei na Internet pra ver se conseguia um som melhor, ficaram com uns timbres legais e ainda pegavam algumas rádios AM. Nesse meio tempo da adolescência também cheguei a experimentar bastante com a música eletrônica, mas sempre mantendo a paixão pelo rock.

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Aos 20, depois de várias tentativas de bandas, fui convidado pelos amigos a participar de um show da banda Venutte, que já tinha alguns anos de estrada e eu estava sempre acompanhando, e acabei ficando. Foi aí que decidi que tinha que levar a música como foco principal da vida, e não apenas como um “hobby” (e ter uma carreira profissional diferente), como toda a sociedade insistia em me dizer. Não foi nada fácil, larguei a faculdade, rolou muitas discussões com a família e várias pessoas à minha volta, mas nunca me arrependi. A banda infelizmente acabou durando mais um ano, mas continuamos todos grandes amigos, inclusive o baterista Thiago Clark, que hoje toca comigo na Feversense.

Depois fiz várias tentativas, cheguei a montar um projeto novo que durou alguns meses, mas teve bastante importância por ser minha estréia como vocalista e compositor principal, além da guitarra. Participei de alguns projetos, mas basicamente, de 2012 pra cá vim desenvolvendo o que está se tornando o primeiro álbum da Feversense, que está na fase final das gravações e será lançado em breve!

     

 

Foto: Divulgação.

VRNews: O que você lembra da primeira vez que tocou uma música inteira?

Quando toquei uma música inteira não lembro, mas posso falar de dois momentos: a primeira vez que toquei num palco na noite, que apesar de sempre levar a música comigo, senti uma coisa que nunca tinha sentido antes, uma espécie de epifania, que me fez largar tudo pra me dedicar ao máximo a música; e quando compus minhas primeiras músicas. Na verdade até hoje, conceber uma música é tão grande quanto talvez a sensação de gerar um filho, de atingir o seu ápice, de conquistar o cume de uma montanha, é difícil descrever, mas com certeza é uma das melhores sensações da vida.

 

VRNews: De lá pra cá, qual a diferença?

Aprendi bastante, acho que todos aprendemos, principalmente que nada vem sozinho, e que é preciso muito esforço para se chegar a algum lugar, sempre dando o seu melhor. Tenho uma banda, um trabalho completo a ser lançado, músicas, já passei por alguns palcos, várias experiências, mas no fim das contas não tem muita diferença, a paixão em fazer e tocar a música sempre foi a mesma. Só as ressacas que andam piores do que nunca...

 

VRNews: O que te inspira a compor? Os sons falam do quê?

Os sons falam de tudo, muita coisa pode ser inspiração, principalmente tendo cerveja kkk. No geral, as letras da banda começam como poesia, geralmente existencialista, e por ser minha própria visão sobre o mundo, acaba também sendo subjetiva e abrindo diversas interpretações pra cada pessoa. Acho que nenhuma música fala especificamente de alguma coisa. Uma única música pode falar de existência, sentimentos, sonhos, amores, política, religião, tudo ao mesmo tempo e interligado. Algumas falam do passado e outras do futuro. Mas é difícil dizer sobre o que os sons falam.

 

 

Foto: Divulgação.

VRNews: Aqueles ídolos que te impressionam sem esforço?

Meus heróis morreram de overdose, e meus inimigos estão no poder. Acho que isso resume. Mas o que me chama a atenção são os revolucionários, pessoas que tiveram uma idéia e foram rock n roll o suficiente (não necessariamente que tocassem rock, ou mesmo que fossem músicos) pra espalhá-las pelo mundo de forma que até hoje continuamos propagando o que eles disseram.

 

VRNews: Quais são os projetos para esse ano?

Para esse ano, lançar nosso 1° álbum para o mundo, e voltar a tocar por aí (demos uma pausa desde o começo do ano pra focar nas gravações). É difícil falar de planos quando se é independente, temos 2 roteiros de curtas para serem clipes das nossas músicas, já temos músicas novas pra um possível segundo disco, muita vontade de viajar e diversos planos, falta só ganhar na loteria. Mas por hora, lançar o disco e voltar a tocar já está mais que suficiente.

Foto: Divulgação.

VRNews: O que você diria para o seu “eu” do passado?

Continue assim. E pare de beber essas pingas de plástico e esses “tubão” do china porque isso vai acabar te f*****.

 

Papo Reto:

  1. Obra prima: Urucubaca Não Dá em Caboclo

  2. Uma paixão: Música

  3. O melhor show: O próximo

  4. Queria fazer um som com: Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Lennon, Raulzito, são muitos, talvez em outra vida...

  5. Um esporte: Halterocopismo e arremesso de bituca

  6. Aquele cover que você ama cantar: Tim Maia

  7. Férias perfeitas: Uma turnê pela América Latina numa Kombi, o que não seria exatamente “férias”

  8. Lugar perfeito para tocar: Uma chácara

  9. Andrey Andreata por Andrey Andreata: Mais um maluco beleza por aí, tentando iluminar e ser iluminado por novas idéias e fazer um bom rock n roll.

Foto: Divulgação.



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