Amanda Lyra
Quinta, 06 de julho de 2017, 00:00 h - Atualizado em 06/07, 00:00 h

Thiago Rodrigo - Especial Fervesense

Confira uma entrevista exclusiva com o baterista da banda Fervesense

Amanda Lyra:Cultura
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Na segunda edição da Clave do som Especial Efervesense você confere uma entrevista exclusiva com o batera  Thiago Rodrigo:

 

VRNews: Como foi seu primeiro contato com a música?

Quando eu era um piá, meu irmão os amigos deles e minhas primas eram adolescentes, eles se reuniam na casa dos meus pais e ficavam ouvindo musica, assistindo cana de vídeo clipes na tv, beber escondido a coleção de bebidas do meu pai, isso nos anos 90, então aprendi a gostar dessas bandas de rock da época por influencia deles, além disso quando eu tinha uns 7 ou 8 anos meu irmão comprou uma bateria, e eu enchia o saco dele pra me deixar brincar de tocar. Acho que foi assim que criei gosto, na nossa casa tinha uma grande coleção de LP’s, e fui conhecendo coisas que meus pais ouviam, minha mãe gosta muito de Elis Regina, e acho que a primeira banda que eu vi tocar ao vivo era uma banda punk que meu irmão tocava (Subfreek), e acho que foi assim que me veio a vontade de ter uma banda também.

VRNews: Conte um pouco da sua história, há quanto tempo está na música, parceiros e bandas.

A Primeira banda que toquei foi com mais ou menos 12 anos, uma banda que tocava Punk autoral, meus companheiros de banda eram bem mais velhos que eu, eles tinham quase 20 anos já. Nós morávamos na Vila Esperança zona norte de Curitiba, e os ensaios eram no estúdio Caverna no Abaete ou no estúdio do Roger que tocava no King Kong de Conga, localizado no Bairro Alto, e como não tínhamos uma condição financeira confortável, andávamos todo o caminho a pé, para economizar na passagem e poder pagar o estúdio, não me recordo quanto tempo durou, mas foram dias muito legais, passava a semana inteira esperando o dia do ensaio.

Da li por diante fui tocando sempre por diversão com vários amigos, de colégio, do bairro, etc. Com 17 conheci um pessoal legal que precisavam de um baterista, entrei pra uma banda, que fazia covers e músicas autorais, e com ela conheci alguns palcos, como Ópera1, Lemmy’s bar, Jokers, Aoca, e alguns outros.

O primeiro trabalho bem focado, foi com a Venutte, uma banda que existiu de 2007 a 2012, tocamos em diversos bares e casas da cidade, foi um tempo muito bom que passamos juntos, e o pessoal continua engajado cada um com o seus projetos. Quando a Venutte se separou, decidi dar uma pausa pra me dedicar a outros projetos pessoais, me casei com meu amor, e temos um filho de 2 anos que nos enche de orgulho!

A pouco mais de um ano, fui convidado pelo Andrey a voltar a trabalhar com ele, e esta sendo muito satisfatório, é ótimo se sentir capaz de fazer algo que se gosta tanto, a Feversense é a nossa menina dos olhos e nós estamos nos dedicando muito!

 

 

Foto: Divulgação.

VRNews: O que você lembra da primeira vez que tocou uma música inteira?

Quando criança, meu irmão comprou uma bateria, e lembro que eu tentava tocar “For whom the bell tools” do Metallica, não lembro bem mas acho que essa foi essa a primeira música que toquei em uma bateria.

 

 VRNews: O que te inspira a compor? Os sons falam do quê?

Este será primeiro disco da Feversense, pra mim foi mais um processo de leitura do que composição mesmo, a banda foi formada pelo Andrey que há muito tempo vem trabalhando este projeto, e digo que foi um processo de leitura, por que todas as músicas já estavam com um certo arranjo, uma proposta toda pensada pelo Andrey.

Desde então mergulhei de cabeça nessas músicas tentando identificar a essência e particularidade de cada uma delas, a ideia é fazer com que a bateria se incorpore a elas como um elemento estrutural.

 

 

Foto: Divulgação.

VRNews: Quais são os projetos para esse ano?

Estamos trabalhando para lançar este primeiro disco, eu já fiz as gravações de bateria em todas as músicas, e o contrabaixo foi gravado pelo Allan Giller Branco, que agente agradece não apenas por contar com o talento dele em nossas músicas, mas sim pelo fato dele ajudar a realizar este sonho que há tanto tempo estamos buscando.

Além do lançamento estamos pensando em um grande show de lançamento, além de videoclipes, e principalmente tocar em todos os palcos possíveis.

Foto: Divulgação.

VRNews: O que você diria para o seu “eu” do passado?

Lute incansavelmente pelos seus sonhos.

Papo Reto:

1-      Obra prima: O disco Suicide Sal, da Maggie Bell com participação do Jimmy Page.

2-      Uma paixão: Tirando a música que já é óbvio, o Paraná Clube.

3-      Amor: Meu filho e minha esposa. 

4-      O melhor show: O que a Feversense ainda vai fazer.

5-      Queria fazer um som com: Talvez uma participação da Maggie Bell em um show da feversense, mas lembro-me que quando era piázinho queria tocar com o Rédson no Cólera.

6-      Um esporte: Futebol

7-      Uma Frase: “Não é pecado ser feliz com pouca coisa, quando se quer apenas vida e um pouco mais, pois pra quem vive um dia assim depois o outro, o tempo é escasso, pra querer voltar p’ra trás” do poeta Gaúcho, Gujo Teixeira e cantada na música “Cada Interior” por Luiz Marenco.

8-      Férias perfeitas: Com o meu filho e minha esposa!

9-      Lugar perfeito para tocar: Qualquer lugar onde as pessoas, ou publico de modo geral, esteja de coração aberto para receber o nosso trabalho, sem rótulos, sem preconceitos, e em paz!

10-  Agradecimentos: A todos que de alguma forma colaboram com o nosso trabalho, ao Allan G. Branco que gravou os baixos, ao Allan Kraiski e o Luciano Grube que estão conosco nessa produção, o Thiago Fonseca que foi baixista da banda e é um cara muito talentoso, meu irmão João Ricardo, em especial pra minha esposa Sabrina e nosso filho Vinícius.



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