Cel Costa Filho
Terça, 19 de abril de 2016, 00:00 h - Atualizado em 19/04, 15:46 h

Gangue da marcha ré

O Coronel Costa Filho fala de segurança

Cel Costa Filho:Curitiba
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Nas últimas semanas temos ouvido e visto muitas notícias sobre assaltos realizados no comércio de Curitiba, onde os ladrões usando carros entram de ré nas lojas arrebentando a vitrine e as grades de proteção e em poucos minutos levam tudo que está no seu interior.

Os comerciantes que já estão passando por momentos difíceis em virtude da crise econômica que assola nosso país, ainda sofrem com a falta de segurança e os prejuízos decorrentes desses assaltos, que infelizmente estão se tornando rotina e virando “moda”.

E o pior de tudo, é que não só os comerciantes, mas toda a sociedade está se sentindo impotente, pois não sabe mais o que fazer ou a quem recorrer.

O poder público não está conseguindo combater a violência. Apesar de os ógãos de segurança dizerem que os índices de homicídios estão caindo, não conseguem fazer o mesmo com os outdros tipos de crime, tais como furtos e roubos.

E esse tipo de crime que está se tornando uma rotina triste para os comerciantes, sabem que esse aumento é decorrente da falta de estrutura principalmente da Polícia Militar que não tem condições de manter um sistema de rondas eficientes, pois o efetivo atual só consegue e ainda com limitações atender as ocorrências que são geradas pelo 190, ou seja, a PM só corre atrás do prejuizo, quando o mais importante era estar prevenindo através do policiamento ostensivo para que o crime não viesse a ocorrer.

E com relação à Polícia Civil, ocorre o mesmo, pois os distritos não possuem policiais em número suficiente para dar conta dos inqueritos e flagrantes que são gerados pela Polícia Militar.

E quando a Polícia Civil consegue fazer com que um processo tenha a merecida atenção, esbarra em outro problema que é a falta de estrutura da Polícia Científica. Recentemente vimos relatos de laudos com 12 anos na fila de espera, o que torna impossível que os policiais responsáveis pelo processo dêem continuidade ao processo e inviabiliza o seu encaminhamento para análise do Ministério Público.

           

Assim a impunidade acaba sendo um fator que aumenta a violência.

E nunca esqueçam que prevenir é sempre o melhor remédio.

 

*Por Cel. Costa Filho - Consultor de Segurança do SINDESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná); Chefe do COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) – 190; Diretor de Logística da Polícia Militar e membro do Programa Estadual de Proteção a Testemunhas.

 



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