Cel Costa Filho
Terça, 16 de agosto de 2016, 00:00 h - Atualizado em 16/08, 08:02 h

Preso com celular

O Coronel Costa Filho fala sobre segurança

Cel Costa Filho:Curitiba
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

O tema é antigo, mas a realidade é atual! Quase que diariamente vemos reportagens comentando a apreensão de celulares em delegacias de polícia e em presídios.

            Recentemente também tivemos uma decisão do Supremo Tribunal Federal decidindo que não é competência das operadoreas de telefonia celular arcar com custos para bloquear o sinal de celulares nos presidios.

            Eu particularmente concordo com a decisão do Supremo, não porque defendo as operadoras de telefonia, mas porque o controle e fiscalização para que não entrem celulares em presídios e até mesmo nas delegacias de polícia, é uma responsabilidade do Estado.

            Agora temos que fazer uma pergunta, que apesar de simples ninguém responde.

            Se o Estado não consegue controlar e evitar o acesso de celulares para os presos, e não tem recursos para implantar um sistema de bloqueio para evitar que os mesmos funcionem, e como os celulares para funcionarem precisam estar com suas baterias carregadas e para tal necessitam de energia elétrica.

Não seria muito mais fácil o Estado eliminar todas as fontes de energia das celas (tomadas) e assim, mesmo que os presos tivessem acesso a celulares, não teriam como usá-los, pois não teriam como carregar as baterias dos mesmos.

            Mas a realidade é que, como o Estado é incompetente para gerir o sistema penitenciário e as delegacias que estão superlotadas, a instalação de tomadas nas celas tem a finalidade de proporcionar algumas regalias e dessa forma adiministrar através desses “privilégios indiretos” o controle dessa superlotação evitando rebeliões. 

            Eu não condeno os Agentes Penitenciários nem os Delegados e os Carcereiros das delegacias, pois para quem não sabe um agente ainda tem que abrir manualmente as celas para que os presos saiam, e alguém pode imaginar o que significa isso? E da mesma forma um ou dois carcereiros controlarem 150 presos onde a previsão para em muitos casos é de 60 presos. Imaginem a “bomba” diária que eles tem que administrar sem apoio e sem recursos.

Por isso nunca esqueçam, prevenir é sempre o melhor remédio.

 

*Por Cel. Costa Filho - Consultor de Segurança do SINDESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná); Chefe do COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) – 190; Diretor de Logística da Polícia Militar e membro do Programa Estadual de Proteção a Testemunhas.



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