Jorge Marcondes
Sexta, 03 de fevereiro de 2017, 00:00 h - Atualizado em 03/02, 00:00 h

Cervejas caseiras degustadas!!!

Por Jorge Marcondes

Jorge Marcondes:Empresarial
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Bom, esta semana vou falar um pouco de uma experiência bem interessante e o resultado dela. No final do ano passado fui convidado a participar de um Escambo Cervejeiro e foi uma experiência muito interessante. Este escambo foi organizado pela amiga Fernanda da Costa e foi na residência do cervejeiro Diego Singh. Daí, resolvi replicar esta experiência, devidamente autorizado pela Fernanda, e em dezembro realizamos junto com o Bazar Delyrante o 1º Colóquio e &scambo &tílico.

 

Compareceram os amigos e cervejeiros caseiros Diego Singh e Eduardo de Almeida, que trocaram comigo algumas amostras de cervejas. A ideia é bem simples, trocar amostras e impressões sobre as cervejas uns dos outros. Pois uma das coisas que a maior parte dos cervejeiros caseiros deseja, é a impressão de outras pessoas sobre suas criações, para perceber como estão, muito mais do que vender e auferir algum lucro com elas. Neste espírito, estes dias degustei e comecei a dar o retorno sobre estas delícias.

 

Para a degustação destas amostras, aproveitei a visita do meu parceiro no desenvolvimento do Portal da Confraria dos Insurgentes e dos cursos online, o Edward Fernandes e sua esposa Adriana Rodrigues Rocha Fernandes. Estava presente também, minha fiel escudeira e melhor companheira de todas as horas, a Alessa Paiva. Neste dia a empolgação foi grande e acabei me esquecendo de fotografar esta degustação, pois fiquei na correria de separar copos e lembrar de questões do BJCP.

 

Bom, nós começamos pela degustação das amostras encaminhadas pelo Eduardo de Almeida que tem 35 anos, é Arquiteto e faz cerveja há 3 anos. Começou com o desejo de beber melhor, bem como com a curiosidade em produzir a própria cerveja. Seu paladar prefere as Strong, Porter e Ales em geral. Para 2017, tem como meta se aperfeiçoar e produzir mais e melhor! Como recomendação para quem está iniciando no mundo da cerveja, independentemente de já produzir cerveja ou só apreciá-las, indica estudar, pois acredita que este é sempre um bom conselho...

 

Com ele, também produz o André Ribeiro, que também está com 35, é Arquiteto e faz há uns 3 ou 4 anos. A satisfação de beber aquilo que fez foi o que o levou a fazer cerveja, bem como de experimentar novos sabores, novas opções. Isso o fez fazer a cerveja do jeito que ele gosta. Seu estilo favorito é o Índia Pale Ale (IPA), tanto para fazer como para degustar. Porém, ele diz que também gosta de cervejas encorpadas e com “presença”, como aquelas do tipo Stout, Porter, e as Ales de um modo geral (Pale Ale, Old Ale, Strong Ale, Brown Ale...). Como metas em relação a cerveja, para 2017, o mote é fazer mais cervejas e melhor! Para quem está iniciando no mundo da cerveja, independente de já produzir ou só apreciar cerveja, ele recomendaria: tentar; experimentar; e nunca parar! Mas, complementa que estudar e se aprofundar sempre é importante, mas quem faz cerveja sabe que é praticando que se aperfeiçoa! Ele acredita que a palavra fundamental é “dedicação”, pois produzir cerveja não é muito complexo, pelo menos o básico não é, mas é muito trabalhoso!

 

A primeira amostra que degustamos deles foi uma Saison, que apresentou uma espuma branca de média persistência, um corpo de médio a leve, com notas de damasco tanto no aroma como no sabor. Esta é uma cerveja com um excelente drinkability, ou seja, dá para beber “de balde”.

 

Depois partimos para uma IPA, que nos brindou com uma espuma quase branca de boa persistência, aromas sutis e florais, bem como um corpo de médio a baixo, assim como o amargor. Outra bela cerveja, com um alto drinkability.

 

Na sequência veio uma Porter espetacular, com espuma de um lindo bege, com uma boa formação e mas de baixa persistência. O corpo foi de médio a leve, com boa carbonatação. Outra com drinkability altíssimo, tanto que foi eleita a melhor da noite por unanimidade.

 

Para finalizar, degustamos uma Fruit Bier de espuma quase branca, farta e de boa persistência. A cor dela era bastante interessante, apresentando um leve azedinho muitíssimo bem inserido. Ainda, apresentou um leve amargor que deixou esta cerveja muito refrescante. Com um corpo médio e uma carbonatação alta, resultou em um drinkability muito bom, sendo eleita a segunda melhor da noite.

 

Alguns dias depois, sozinho acabei degustando algumas amostras do Diego Singh

 

No dia 18 de janeiro degustei uma cerveja de espuma bege clara, farta e de média persistência, formada por pequenas bolhas. Apresentou a cor marrom com certa turbidez, aroma floral muito suave e de frutas amarelas secas. Na boca, surgiu um leve amargor já no início do gole, intensificando um pouco após descer pela garganta. O retrogosto manteve o amargor do final do gole, mostrando um corpo de leve a médio e uma carbonatação de média para alta. Uma cerveja bastante seca, fácil de beber e com álcool que não aparece.

 

 

Foto: Divulgação.

À medida que esquentou, o aroma de especiaria foi aparecendo, bem como o sabor das frutas amarelas foi se intensificando. O álcool fica mais perceptível também.

 

Já no dia 20 de janeiro a experiência foi bastante inusitada. A degustação foi de uma IPA com adição de fermento do tipobrettanomyces. Uma cerveja de cor laranja avermelhada, com pouca turbidez, uma espuma quase branca, bem formada e de média persistência, que não deixa marcas nas laterais do copo. No nariz, apareceu logo um interessante aroma de menta com raízes e um terroso lembrando a raiz forte (krem). Já na segunda camada de aromas, aparecem as frutas amarelas como o damasco. Na boca, de imediato aparece a raiz forte e o terroso, mas no retrogosto vem um amargo e a percepção da brettanomyce. Aqui vale fazer um adendo para o fato de que este tipo de levedura pode apresentar aromas de estábulo, caprinos, mofo, dentre outros.

 

 

Foto: Divulgação.

 

Esta brettanomyce aparece muito mais no retrogosto mesmo, junto com um amargor extremamente interessante. O álcool nesta cerveja não está aparente, mas apresentando um corpo médio e uma carbonatação alta, com certo crisp, ou seja, certa secura após o gole. Com um drinkability alto para quem gosta de raiz forte ou brettanomices. Eu gostei bastante... foi uma das mais diferentes e interessantes experiências que já tive, desde que degustei a Orval!!!

 

Vou confessar uma coisa, em todos os meus testes até o momento, utilizando o Wasabi em pó (raiz forte da culinária japonesa), obtive este mesmo sabor, terroso e raiz forte, mas sem o ardidinho mentolado da pasta de Wasabi que eu tanto desejava.

 

Foto: Divulgação.

 

Hidromel Licoroso 01.jpg

 

Depois, no dia 25 de janeiro parti para um Hidromel Licoroso com 4 meses. Apresentou a cor alaranjado límpido, com pouca espuma branca que fica mais nas bordas da taça. O aroma é bastante evidente e de mel, com sabor adocicado e levemente azedo. É um hidromel delicado e com boa carbonatação, que faz bolhas estourarem na boca. O álcool é perceptível, mas jamais incomodando. Apresentou um Drinkability altíssimo.

 

Então, são momentos como esses que nos gratificam, pois, a possibilidade de trocar experiências é sempre muito bacana. Vejam que são produtores com perfis bem distintos, o que mostra que esta é uma arte acessível a qualquer pessoa. Você que acha que não tem condições de fazer sua própria cerveja, basta planejar um pouco e você consegue.

 

Outra coisa que eu gostaria de dizer, é que pretendemos manter o &scambo de cervejas permanentemente, se você produz e deseja que outras pessoas deem a sua impressão sobre suas produções, pode entrar em contato com a gente. Mesmo se não tivermos programado um evento de &escambo, podemos conversar e providenciar isso.

 

A experiência da ACERVA com as terças e quartas das artesanais também é uma excelente oportunidade de você coletar impressões sobre as suas produções.

 

Em breve espero poder escrever novamente, para apresentar novos cervejeiros caseiros para vocês!!!

 

Cheers!!



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