Marcos Silva
Sábado, 10 de março de 2018, 10:04 h - Atualizado em 10/03, 10:11 h

Jorge Amado

Uma parte da identidade brasileira




Foto: Divulgação.

Jorge Leal Amado de Faria (10.08.1912 — 06.08.2001) foi o mais famoso, lido e traduzido escritor brasileiro. As adaptações de seus trabalhos para cinema, teatro e televisão ( Dona Flor e seus Dois Maridos, Tieta, Tenda dos Milagres, Gabriela Cravo e Canela, etc..) ajudaram a fixar a própria imagem do Brasil. Em 1994 recebeu o Prêmio Camões pelo conjunto de sua obra. Esta é uma premiação instituída em conjunto pelos governos de Portugal e Brasil, que desde 1988 destaca autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.

Jorge Amado participou intensamente da construção da identidade brasileira (social e política).  Muito jovem começou a trabalhar em jornais em Salvador e participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes (grupo de jovens que atuava na renovação da literatura baiana). Foi militante do Partido comunista do Brasil e exilado nos anos de 1941 e 1942 (Argentina e Uruguai), e novamente de 1947 a 1952 (França e República Checa). Foi eleito (1945) membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo, e o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso.

Recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais. Foi homenageado com títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina. É Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. Sendo o último que recebeu de Doutor pela Sorbonne, na França, em 1998. Suas obras foram editadas em 55 países e traduzida para 49 idiomas.

Pelo contexto total  a sua obra é uma das mais significativas da moderna ficção brasileira. Considerado um Modernista da segunda fase, mais ligado ao regional. Em seus textos sempre buscou retratar a essência das raízes nacionais, o folclore, e principalmente as questões sociais: injustiças sociais,  política, as crenças e religiosidade, e a sensualidade. É possível encontrar traços do Realismo Fantástico, movimento literário latino-americano, como em seu romance de 1966 Dona Flor e seus dos maridos.

http://www.jorgeamado.org.br

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Amado

Algumas obras:

O País do Carnaval, romance (1931)

Cacau, romance (1933)

Suor, romance (1934)

Jubiabá, romance (1935)

Mar morto, romance (1936)

Capitães da areia, romance (1937)

A estrada do mar, poesia (1938)

ABC de Castro Alves, biografia (1941)

O cavaleiro da esperança, biografia (1942)

Terras do Sem-Fim, romance (1943)

São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)

Bahia de Todos os Santos, guia (1944)

Seara vermelha, romance (1946)

O amor do soldado, teatro (1947)

O mundo da paz, viagens (1951)

Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)

Gabriela, cravo e canela, romance (1958)

A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1959)

Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)

Os pastores da noite, romance (1964)

O Compadre de Ogum, romance (1964)

Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)

Tenda dos milagres, romance (1969)

Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)

O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infantojuvenil (1976)

Tieta do Agreste, romance (1977)

Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)

Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)

O menino grapiúna, memórias (1981)

A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)

Tocaia grande, romance (1984)

O sumiço da santa, romance (1988)

Navegação de cabotagem, memórias (1992)

A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)

O milagre dos pássaros, fábula (1997)

Hora da Guerra, crônicas (2008)

 

 

Para sempre ler.

 

Marcos Silva colunista aos sábados -  email: Marcosgeovano@hotmail.com

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade do autor.

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