Tânia Jeferson
Quarta, 30 de janeiro de 2019, 09:00 h - Atualizado em 30/01, 14:23 h

Honre a sua ancestralidade

A ancestralidade é um assunto fundamental dentro do Sagrado Feminino para entendermos quem somos

Tânia Jeferson:Variedades
Autor: Tânia Jeferson
O conteúdo desta matéria é de total responsabilidade do autor.
Olhar para a sua ancestralidade pode te mostrar que a sua linhagem pede a cura
Olhar para a sua ancestralidade pode te mostrar que a sua linhagem pede a cura - Foto: Patrine Alves - Paluart

Olá. Que alegria poder estar mais uma vez aqui neste espaço para falar sobre o Sagrado Feminino, a faceta feminina de Deus.

O tema de hoje é a ancestralidade, que citei na coluna passada dentro dos ritos de passagem. É a terceira fase dos ciclos, fase Sábia ou Anciã, e representa uma das faces da Deusa Tríplice, a deusa que construímos no decorrer de nossa vida.

A ancestralidade é um assunto fundamental dentro do Sagrado Feminino para entendermos quem somos e o mais importante: o que precisamos curar em nós.

Pense em uma questão: quando a sua avó foi concebida, ela já carregava o óvulo que fecundado se tornaria sua mãe. E sua mãe, quando concebida também já carregava dentro de si o óvulo que fecundado se tornaria você.

Se o Sagrado Feminino ensina sobre o corpo da mulher, o emocional, os ciclos femininos físicos e psíquicos e orienta como a mulher pode se harmonizar novamente com a natureza externa e com a sua própria natureza, olhar para as que vieram antes de nós é crucial nesta trajetória.

Todas nós, mulheres, trazemos na nossa história construções de nossas mães, tias, avós, bisavós, tias avós... as mulheres mais velhas que compõem nossa estrutura familiar. Somos a convergência de uma grande rede de pessoas, nossos ancestrais.

Junto com essas construções carregamos na nossa bagagem da vida as crenças, os medos e conflitos, as dores e dificuldades que referenciam nossa estrutura e que ecoam em nossas mentes, almas e corpos.

Resgatar a nossa ancestralidade com respeito e parcimônia pode permitir que o mergulho que vamos dar dentro de nós mesmas seja menos turbulento.  

 

Olhe para trás, honre sua ancestralidade e se liberte de teias emocionais
Olhe para trás, honre sua ancestralidade e se liberte de teias emocionais - Foto: Patrine Alves - Paluart

Você é a sua mãe, a sua avó, a sua tia, a sua bisavó

O estilo de vida atual valoriza mais a aparência e o dinheiro, do que os valores que realmente importam. Vale mais o “ter” do que o “ser” e as pessoas vão esquecendo do que realmente importa nessa viagem que é a vida: a alma e a consciência espiritual.

 

Os idosos muitas vezes são esquecidos, e com isso são esquecidas também as memórias e histórias que fazem parte do alicerce da nossa construção.

Com isso, sem perceber, perde-se elementos importantes que poderiam auxiliar na análise da vida e dar referências para comparar eventos atuais com possíveis situações anteriores.

Sem essas referências, é quase impossível analisar e comparar possíveis ciclos de repetição entre as gerações. E muitas vezes é aqui que estão as dores, as culpas, os medos, os conflitos e as crenças. É neste ponto que acontece um profundo mergulho dentro de si e neste mergulho você pode encontrar a cura para muitas feridas, dores, paradigmas, e enxergar, finalmente, a perspectiva para um novo caminho.

Tem um ditado que diz que “quando uma mulher cura a si mesma, cura todas as mulheres de sua linhagem”. Sim, é verdade.

Olhar para a sua ancestralidade, pode te mostrar que a sua linhagem pede a cura, o encerramento de círculos viciosos ou comportamentos nocivos e cria um novo mundo saudável para as próximas gerações da sua família, meninas e meninos.

Conhecer as histórias das nossas mães, avós, tias e bisavós nos dá condições de analisar as nossas vidas com uma base real, e esclarece as dificuldades para as quais não encontramos resposta. Olhar a nossa história, analisar e entender tudo isso pode permitir o olhar diferente para o padrão de relacionamentos que temos também com o masculino, seja o masculino o namorado, marido, os filhos, irmãos, colegas de trabalho ou chefes. 

Honrar a ancestralidade e reconhecer seus esforços, sua força, sua integridade, suas almas e corações, nos liberta de teias emocionais que podem ser seculares.

Honrar a nossa ancestralidade transforma todas as dificuldades em lições de luz que nos conduzirão ao nosso desenvolvimento. O segredo é focar na solução e não no problema.

As mulheres precisam, através da ancestralidade, reencontrar a própria história dentro de si e perceber melhor seus instintos, suas verdadeiras vontades e seus ciclos femininos. Esse processo ajudará a pensar e sentir com uma nova consciência.

Cada família carrega sua história e desafios. O papel de cada mulher é analisar os eventos, encontrar as lacunas, traumas, conflitos, e, sem julgamentos, buscar as dores que ainda latejam e que pedem cura.

Só assim haverá a libertação de suas ancestrais, a sua libertação e isso vai gerar a limpeza e leveza da linhagem para as suas descendentes.

Tudo isso pode doer, vai doer, mas deve ser feito com amor, interesse e no seu ritmo. Esse trabalho de autoconhecimento e autocura acontece devagar, e cada mulher é importante para a teia de cura e positividade.

Comece a conversar mais com as mais velhas. Saber sobre as histórias, e as histórias das histórias. Basta começar.  

Até nosso próximo encontro.

LUA: MINGUANTE
AROMAS DA LUNAÇÃO: Bergamota e Cipreste
MENSAGEM DA SEMANA: O sagrado feminino é a espiritualidade feminina e não depende de nenhuma antiga, presente ou futura religião, mas pode e deveria estar integrado a todas as religiões.

 


Comentários desta notícia:


04/02, 23:19 h -Tânia Jeferson:

"Agradeço a leitura e o estímulo. Beijos carinhosos. "

30/01, 23:15 h -Elaine:

"Simplesmente incrível, Parabéns mais uma vez por sua brilhante atuação Tânia Jeferson, seu vasto conhecimento te faz uma profissional excepcional em qualquer segmento que deseje. 😘 "

30/01, 22:52 h -Jaqueline :

"Adorei a matéria. Recebi e leio com muito carinho."



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