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Segunda, 01 de julho de 2019, 00:00 h - Atualizado em 01/07, 00:00 h

Trabalhos do Colégio Sion Curitiba estão entre os finalistas de concurso do Museu do Holocausto

Estudantes refletiram sobre questões que vão da intolerância à exploração de trabalho infantil

Tiomkim:Colégio Sion Curitiba
Autor: Redação
As professoras Luciana Rodrigues de Souza, de Português, e Martha Morales, de História, com os alunos que desenvolveram o projeto “O caminho para a liberdade”, do Colégio Sion Batel, selecionado pelo Museu do Holocausto
As professoras Luciana Rodrigues de Souza, de Português, e Martha Morales, de História, com os alunos que desenvolveram o projeto “O caminho para a liberdade”, do Colégio Sion Batel, selecionado pelo Museu do Holocausto - Foto: Divulgação/ Sion

Há momentos da história que devem ser mantidos na memória da humanidade para que suas vítimas sejam honradas e para que situações semelhantes não se repitam. Em tempos de intolerância exacerbada em diferentes partes do mundo real e virtual, relembrar o trágico episódio do Holocausto deve ser tomado como um compromisso da sociedade para que as gerações mais jovens conheçam os impactos de atitudes de não-tolerância e possam evitá-las e direcionar suas ações para um modo de vida de inclusão e respeito às diferenças. Dentro deste contexto, o Museu do Holocausto Curitiba, primeiro do Brasil dentro desta temática, promoveu o concurso “O trabalho infantil: do Gueto de Lodz aos dias de hoje”. O Colégio Sion Curitiba está entre os sete projetos selecionados, com dois trabalhos vencedores, tanto da sede Batel quanto da sede Solitude. 

 

Os projetos selecionados do Projeto Sion são: “O caminho para a liberdade”, coordenado pelas professoras Martha Morales (História) e Luciana Rodrigues de Souza (Português), da sede Batel; e “Para que servem as mãos de uma criança”, coordenado pela professora Yuki Sabanay, do Sion Solitude.

 

“A mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro de 2019, reitera a necessidade de recordarmos os 6 milhões de judeus assim como cerca de 2 milhões de não-judeus vítimas do regime nazista; homenagear todos aqueles que, mesmo pondo em risco as suas vidas, ajudaram a salvar os judeus; e por último, ensinar às novas gerações o que foi o Holocausto”, enfatiza a coordenadora pedagógica do Colégio Sion Curitiba, Lucilene Brustolin. “Após uma reunião da Congregação de Nossa Senhora de Sion em 2009, em Paris, ficou estabelecido que onde houvesse Sion a lembrança do Holocausto seria mantida. Faz parte do carisma de Sion um tríplice compromisso: com a igreja, com o povo judeu e com o mundo na busca de paz, justiça e amor”, reitera.

 

CAMINHO PARA A LIBERDADE

O trabalho desenvolvido com os alunos do Sion Batel foi interdisciplinar, conjugando as disciplinas de História e Português, e envolveu a terceira série do Ensino Médio. “Consideramos interessante fazer o trabalho em diálogo entre as duas disciplinas. Casou com o terceiro ano a terceira série porque os alunos estão em um período bem sensível para trabalhar a questão – e também porque é um conteúdo de História para eles, relacionado com a 2ª Guerra”, explica a professora de Português, Luciana de Souza. “Optamos por fazer um trabalho de pesquisa, desenvolvimento e debate sobre o trabalho infantil, que é muito relevante, tanto para esta etapa de sua educação, envolvendo Enem e vestibular, quanto para sua formação como cidadãos”, salienta.

 

“Dentro da perspectiva histórica, discutimos a constituição do próprio conceito de infância e como esta interliga-se à educação. Também refletimos sobre de que maneira a educação e o trabalho infantil se articulam, avaliando como o trabalho pode ser algo importante, mas que no caso da infância poderia ser mais prejudicial do que edificante”, aponta a professora de História, Martha Morales.

 

Com este pano de fundo, os alunos construíram textos propondo soluções para questões envolvendo o debate sobre o trabalho infantil, como identificar este tipo de situação, atitudes que podem ser tomadas e como desvinculá-lo de uma prática aceita culturalmente na sociedade brasileira. O resultado final, enviado para o concurso, foi um texto ilustrando e explorando a linguagem de forma verbal e não-verbal.

 

“Como foram vários grupos, cada um com sua ideia, tive de pensar em ilustrações que combinassem variados temas”, conta a estudante Karina Inocencio, que criou a arte visual do projeto. “Pensei então em partir do livro original que as professoras nos deram de exemplo como base para criar uma espécie de paródia das situações, mantendo elementos da fantasia, dos personagens, mas trazendo para a época moderna, da cidade, tornando as crianças que víamos nas fábricas em crianças do nosso dia a dia, que vemos nas cidades em todo o mundo,  vendendo balas, por diversos motivos que não conhecemos”, narra.

Projeto dos alunos do Sion Solitude selecionado no Concurso do Museu do Holocausto: série fotográfica “Para que servem as mãos de uma criança?”
Projeto dos alunos do Sion Solitude selecionado no Concurso do Museu do Holocausto: série fotográfica “Para que servem as mãos de uma criança?” - Foto: Divulgação/ Sion

MÃOS DE CRIANÇA

No Sion Solitude, o projeto foi desenvolvido nas disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e História, envolvendo os alunos da segunda série do Ensino Médio. “Partimos de discussões em sala de aula em que conversamos sobre como poderíamos trazer para a arte este tema, como poderíamos expressar a questão do trabalho infantil da perspectiva de um objeto artístico”, revela a professora de Artes, Yuki Sabanay.

 

“Começamos a falar sobre as mãos das crianças e surgiu então a pergunta: ‘Para que servem as mãos de uma criança?’”, conta. “Então tivemos a ideia de colocar as perguntas na própria mão e transformar isso em um trabalho fotográfico.”

 

A série fotográfica resultou em mais de 40 imagens, cada uma com sua particularidade e significado, teve forte inspiração na obra do artista contemporâneo Bansky, em trabalhos como Slave Labor, de 2012.

 

As alunas que integraram o projeto são Aline de Lonrenzi Oliveira, Paloma Armentano dos Santos, Maria Eduarda Aureliano, Isabela Jacomini Kiçula, Gabriella Campos, Amanda Soares de Lima, Ana Karoline Grzybowski Munari e Thaiana Jakubiu. “Tivemos a ideia de mostrar as mãos de uma criança, e as nossas próprias”, relata uma das participantes. “Mostramos então coisas que uma mão poderia fazer e para que são usadas”.

 

SOBRE O SION CURITIBA

A formação de crianças e jovens para a vida é um desafio na atualidade, com a velocidade das transformações na chamada era digital. Referência no ensino, o Colégio Nossa Senhora de Sion de Curitiba une tradição e atualização constante, atuando com base na inovadora linha pedagógica da Metodologia Montessori associada ao Método de Psicomotricidade Ramain.  Fundado em 1906, com proposta educativa voltada ao desenvolvimento humano, o Colégio Sion Curitiba prepara integralmente, há 113 anos, pessoas e cidadãos aptos a se posicionar diante dos desafios da vida com resiliência, sabedoria e tolerância, características mais que necessárias ao agitado cotidiano contemporâneo.

 

Serviço:

COLÉGIO NOSSA SENHORA DE SION DE CURITIBA

Sedes: Sion Batel e Sion Solitude

Cursos: Educação Infantil; Ensino Fundamental I; Ensino Fundamental II; Ensino Médio; Período Integral

Tel.: 41 3019-6155 (Batel) | 41 3226-6161 (Solitude)

Endereço:

Alameda Presidente Taunay, 260 (Batel)

Rodovia Curitiba-Paranaguá BR 277, 4761 (Solitude)

Site: www.sioncuritiba.com.br

Facebook: www.facebook.com/sioncuritiba



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