Sexta, 10 de novembro de 2017, 00:00 h - Atualizado em 10/11, 11:46 h

A eterna infelicidade

Mais um texto de Rafa Rofo para se pensar

Autor: Rafa Rofo
O conteúdo desta matéria é de total responsabilidade do autor.
Foto: Divulgação.

A moda agora é dizer ‘gratidão’. Mas muitas vezes não consigo enxergar nos olhos dessas pessoas o que ouço de suas bocas. Pode ser que elas queiram ser gratas por tudo e acabem conseguindo resultado oposto justamente por tentar calar delas mesmas a insatisfação. Para estas pessoas – grupo no qual eu me encaixo – eu aconselharia que tentassem encontrar aquilo que as faz sorrir, que as motiva de alguma forma.

O ‘interessante’ é que é nosso próprio pensamento que nos sabota. Sabe aquela frase que te pergunta de você preferiria ser um ignorante feliz ou um sábio/consciente infeliz? Então. Parece que quando somos ignorantes, ou seja, ignoramos a tristeza que sentimos por certas coisas da vida, conseguimos ali acessar um portal e descobrir que conseguimos sentir felicidade. Realmente é difícil. Às vezes quanto mais você tenta e não consegue, mais surge a raiva, a insatisfação volta com força ainda maior. É porque alguns caminhos não necessitam de força.

Não se trata de forçar, é mais sutil. É como se você pudesse se transportar para algum lugar pior do que você está agora e [calma (!), não é para imaginar pessoas passando fome ou coisa do tipo porque isso, na minha opinião, acaba nos tirando as forças], sentir-se num período pior da sua vida e depois voltar à sua vida atual. Ok, se sua vida atual está pior do que a passada, então isso não se aplica.

É complicado alcançar esse estado de desprendimento da depressão mundana, mas existe um caminho e só você pode descobrir. Comigo acontece deste jeito: me sinto feliz em certo momento porque alguma coisa boa estou pensando do presente ou do futuro e quando menos espero... BUM!! A depressão aparece. Por quê? É óbvio, mas difícil de perceber..., que foi algo que senti ou pensei. Geralmente se pensa antes de sentir. Tente enxergar esses pensamentos e questioná-los.. Será que eles servem para te fazer sábio e infeliz? Se for isso..., por quê não tentamos ‘nos enganar um pouquinho’ e pensar que tudo está bom NESTE MOMENTO e pode ficar ainda melhor?

É um processo difícil – repito – de se fazer sozinho. Mais fácil com um terapeuta, talvez, só que o terapeuta não poderá ver seus pensamentos que repentinamente mudam seu humor em situações pequenas como só VOCÊ pode.



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