Terça, 06 de junho de 2017, 00:00 h - Atualizado em 06/06, 00:00 h

A gordura abdominal relacionada ao risco de câncer

A ciência mostra que a famosa “barriguinha” também aumenta a chance futura do desenvolvimento de vários tipos de câncer




Foto: Divulgação.

Cientistas descobriram que a medida da gordura abdominal pode ser um indicador tão bom de risco de câncer como índice de massa corporal (IMC), de acordo com pesquisas publicadas no British Journal of Cancer.

O estudo mostra, entre outros resultados,  que o aumento de cerca de 11 cm na cintura aumentou o risco de câncer relacionado à obesidade em 13%. Para o câncer de intestino, adicionar cerca de 8 cm aos quadris está associado a um risco aumentado de 15%.

Isso ocorre porque o excesso de gordura corporal pode alterar os níveis de hormônios sexuais, como o estrogênio e a testosterona, além de aumentar os níveis de insulina, e levar o organismo a um estado inflamatório. Todos estes são fatores associados ao aumento do risco de câncer.

Este é o primeiro estudo a comparar as medidas do corpo adulto de forma tão padronizada quanto aos cânceres relacionados à obesidade. Usando uma abordagem inovadora, cientistas da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC-OMS) mostraram que três medidas diferentes do tamanho do corpo, do IMC, da circunferência da cintura e da cintura para o quadril prevêem um risco semelhante de câncer relacionado à obesidade em adultos mais velhos.

O estudo, de grande porte, combinou dados de cerca de 43 mil participantes que foram seguidos por uma média de 12 anos, e mais de 1.600 pessoas foram diagnosticadas com um câncer relacionado à obesidade.

O Dr. Heinz Freisling, principal autor e cientista do estudo na Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, disse: "Nossos resultados mostram que o IMC e onde a gordura corporal é transportada no corpo podem ser bons indicadores de câncer relacionado à obesidade. Especificamente, a gordura carregada em torno da cintura pode ser importante para certos tipos de câncer, mas exige mais investigação”.

O excesso de peso ou a obesidade é a maior causa evitável de câncer após o tabagismo, e está associada a treze tipos de câncer, incluindo intestino, mama e pancreático.

É importante que as pessoas sejam informadas sobre formas de reduzir o risco de câncer e, embora não haja garantias contra a doença, manter um peso saudável pode ajudar a reduzir as chances a seu favor, além de muitos outros benefícios. Pequenas mudanças diárias ao comer, beber, manter-se fisicamente ativo, são fatores que a médio e longo prazo proporcionam um peso saudável - e a manutenção do mesmo. E uma muito provável proteção contra o temido câncer.

Fonte: Heinz Freisling ET cols. Comparison of general obesity and measures of body fat distribution in older adults in relation to cancer risk: meta-analysis of individual participant data of seven prospective cohorts in EuropeBritish Journal of Cancer, 2017.

 

Adriana Zadrozny é Nutricionista com ênfase em Nutrição e Qualidade de Vida.

Trabalha com Nutrição Anticâncer.

Mestre em Fisiologia Humana e professora universitária, é também a autora do livro SOBRE VIVER – assim aprendi com um câncer de mama (Editora Máquina de Escrever).

 




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