Terça, 22 de maio de 2018, 00:00 h - Atualizado em 22/05, 20:42 h

Aspartame não se relaciona à perda de peso corporal

O adoçante amplamente utilizado bloqueia enzima que se relaciona com emagrecimento e protege contra diabetes.




Foto: Divulgação.

Você já parou para pensar que tantas pessoas têm substituído o açúcar por adoçantes à base de aspartame e nem por isso o seu peso corporal se reduziu?

 

Pois bem, há quem se preocupe com isso. As novidades a respeito, publicadas recentemente (fonte da pesquisa ao fim do texto), servem para que reavaliemos as condutas que incorporamos ao nosso dia a dia e que podem não cumprir o que prometem.

 

Uma equipe do Massachusetts General Hospital, nos EUA, encontrou um possível mecanismo que parece demonstrar porque o uso do aspartame poderia não se relacionar à perda de peso. Em seu relatório, mostra que “substitutos do açúcar como o aspartame são projetados para promover a perda de peso e diminuir a incidência de síndrome metabólica, mas uma série de estudos clínicos e epidemiológicos sugeriram que tais produtos não funcionam muito bem e podem, inclusive, tornar as coisas piores".

 

Richard Hodin, autor sênior do estudo afirma que a pesquisa descobriu que blocos de aspartame podem destruir uma enzima intestinal chamada fosfatase alcalina. Acontece que, em estudos anteriores, esta mesma enzima se relacionou com a prevenção da obesidade, diabetes e síndrome metabólica. Assim, ainda que estejamos reduzindo calorias, o que de fato acontece é a redução significativa da enzima que nos protege contra a obesidade. Sem falar de que, confirmados estes resultados (o que parece muito provável), o uso regular de aspartame pode predispor ao diabetes e à síndrome metabólica, quadros que se pensava evitar com a substituição do açúcar por tal produto.

 

Enfim, é cada vez mais necessário que as pessoas entendam que adoçantes artificiais podem ser mais danosos do que imaginam. Diversos estudos afirmam, inclusive, que seu uso pode aumentar a compulsão alimentar, fazendo com que as pessoas busquem ainda mais calorias na alimentação, ou passem seus dias com uma fome interminável.

 

Ainda não inventaram outra receita: a redução do peso corporal efetiva passa pelo equilíbrio nutricional, com a dieta feita com alimentos “de verdade”, e doses moderadas de atividade física bem distribuídas ao longo da semana. Quanto ao doce? E se pensarmos seriamente em nos acostumar com um paladar menos dependente de doçuras? Sim, é possível!

 

Pense sobre isso, e fale com seu nutricionista.

 

Até a próxima!

 

 

Fonte:

Sarah Shireen Gul, A. Rebecca L. Hamilton, Alexander R Munoz, Tanit Phupitakphol, Liu Wei, Sanjiv K Hyoju, Konstantinos P Economopoulos, Sara Morrison, Dong Hu, Weifeng Zhang, Mohammad Hadi Gharedaghi, Haizhong Huo, Sulaiman R Hamarneh, Richard A. Hodin. Inhibition of the gut enzyme intestinal alkaline phosphatase may explain how aspartame promotes glucose intolerance and obesity in miceApplied Physiology, Nutrition, and Metabolism, 2016

 


Autor:

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Adriana Zadrozny

Nutricionista com ênfase em Nutrição e Qualidade de Vida. Trabalha com Nutrição Anticâncer. Mestre em Fisiologia Humana e professora universitária, é também a autora do livro SOBRE VIVER – assim aprendi com um câncer de mama (Editora Máquina de Escrever).



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