Segunda, 24 de junho de 2019, 00:00 h - Atualizado em 24/06, 00:00 h

“Delírio” de Edson Bueno é celebrado em livro que será lançado dia 26

Delírio

Tiomkim:Delírio
Autor: Redação

O dramaturgo, ator, diretor e produtor de teatro Edson Bueno lançará na próxima quarta-feira, dia 26, no EBANX-Shopping Itália o livro “O Meu Delírio – Textos e Memórias de Encenação” cuja edição é como um presente para ele e, também, para o público.

       O livro é um mergulho de 364 páginas no mundo criativo de Bueno, que está completando 37 anos de carreira, e foi concebido por Bueno e o produtor e jornalista Alvaro Collaço, que fez sua edição. “O Meu Delírio – Textos e Memórias de Encenação” tornou-se realidade graças a Lei Municipal de Incentivo à  Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e apoio do EBANX. O título sintetiza à perfeição a trajetória de Edson Bueno, criador do Grupo Delírio, que nestas quase quatro décadas jamais se afastou do fazer teatral. Uma delirante entrega à profissão.

        As quatro peças escolhidas entre as tantas do dramaturgo são: “Um Rato em Família”, “New York por Will Eisner”, “Vermelho Sangue Amarelo Surdo” e “Metamorphosis”. Ao todo, essas produções conquistaram 20 troféus Gralha Azul. No livro, cada peça é apresentada pelos atores que trabalharam nelas, seguindo um texto de Bueno sobre o processo de criação, as  imagens dos cartazes, matérias de jornais e fotografias e , essencial, o texto integral de cada uma. No caso de “New York por Will Eisner”, peça fundamental na carreira de Edson Bueno há imagens de figurinos e cenários de Rosa Magalhães e da correspondência que Edson teve com o próprio Will Eisner.

        O livro traz na capa uma belíssima foto em preto e branco de Ennio Vianna, tendo a figura de “The Spirit”, personagem de Rafael Camargo, em “New York”, levemente delineado sob um foco de luz. No interior, há fotografias de Chico Nogueira, Elenize Dezgeninski, Gustavo Härtel e Neni Glock.  Produzido por Alvaro Collaço Produções em parceria com o Grupo Delírio, o livro teve direção de arte de Adalberto Camargo, revisão de Eloise Grein e Melina Arins e foi impresso na Gráfica Vitória.

 

“Não olho para trás”

 

     Anos atrás Edson Bueno propôs-se a escrever um livro, bem antes do encontro com Alvaro Collaço. Convicto de que “ninguém lê nada” o diretor e autor planejava um trabalho que fosse ao encontro dos artistas, “tivesse utilidade prática”, segundo ele, mostrando o processo de uma peça, a relação do diretor com os atores, o caminho para criar um texto.

     Teria até mesmo um tom didático, mas passaria ao largo de um trabalho memorialístico, melancólico. Definitivamente, Edson não é de olhar para trás e suspirar pelo tempo que passou. “Olho sempre para a frente”, afirma. Devido a falta de tempo abandonou o projeto.

     Quando “O Meu Delírio – Textos e Memórias de Encenação” chegou-lhe às mãos, idealizado por Collaço, Edson Bueno emocionou-se. “Ele ficou muito bonito, muito bem editado. É um produto cultural moderno, interessante, criativo em todos os sentidos: na questão gráfica, na forma como as coisas foram construídas, a maneira como as fotos estão ali. Para mim foi muito emocionante.”

     Folheando suas páginas e se deparando com as imagens dos espetáculos, os textos das peças, naturalmente lembranças que estavam adormecidas foram despertadas. A memória é ativada, porém dentro de parâmetros até mesmo críticos, o que leva o autor a assustar-se: “Não parece que se passaram 37 anos”.

 

Homem de teatro

 

     O produtor Collaço enfatiza a paixão de Bueno ao citar a definição contida na peça “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, sobre o que seria um homem de teatro: “Quem é capaz de dedicar toda a vida à humanidade e à paixão existentes nestes metros de tablado, esse é um homem de teatro”.   A explicação cai como uma luva sobre a figura do artista curitibano, dono de uma jovialidade marcante. Indagado se teatro rejuvenesce responde: “acho que ele não envelhece”. Permanentemente envolvido com vários projetos ao mesmo tempo, garante que “dentro de mim me sinto com 20 anos, apesar de estar indo para os 64!”

     “Quando escolhi fazer teatro em 1982, levei a decisão muito a sério, fui de cabeça e não abandonei nunca. Até hoje, dedico-me o tempo todo e com intensidade. Faço teatro 24 horas por dia, todos os dias. Ainda. Não sei até quando vou aguentar, ou até quando o povo vai me aguentar, mas eu continuo diariamente fazendo teatro”, celebra.

    

 

O lançamento de “O Meu Delírio – Textos e Memórias de Encenação” ocorre nesta quarta-feira, dia 26, às 19:30 horas, no EBANX, no Piso San Marco do Shopping Itália. A entrada é franca.

 

Edson Bueno e Alvaro Collaço
Edson Bueno e Alvaro Collaço - Foto: chico nogueira

Rafael Camargo como Spirit
Rafael Camargo como Spirit - Foto: ennio vianna

Ranieri Gonzalez como Vincent Van Gogh
Ranieri Gonzalez como Vincent Van Gogh - Foto: chico nogueira

Edson Bueno e Alvaro Collaço (foto chico nogueira)

foto 2  Rafael Camargo como Spirit (foto ennio vianna)

foto 3 Ranieri Gonzalez como Vincent Van Gogh (foto chico nogueira)



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