Quinta, 07 de dezembro de 2017, 14:46 h - Atualizado em 07/12, 14:57 h

Dia do Colunista Social é comemorado em 08 de dezembro

Data é lembrada em todo Brasil


Vera Rosa: De Bem com a Vida


Foto: Homenagem feita pela Câmara de Vereadores de SJP em 2013. Silvia Bonk, Vera Rosa, Professor Assis, Carmen Luiza e Katia Velo

Em 20 de dezembro de 2005, foi instituído a lei n°833 do autoria do vereador Professor Assis, e sancionada pelo então prefeito Leopoldo Meyer, que colocava em vigor a data 08 de dezembro como o Dia do Colunista em São José dos Pinhais. A data já era celebrada anualmente como o Dia da Justiça e, por proposição da colunista Vera Rosa, a data também é lembrada hoje como o Dia do Colunista Social. 

A Lei prevê as seguintes diretrizes:

Art. 1º  Fica instituído o Dia do Colunista Social no calendário oficial do Município de São José dos Pinhais, a ser comemorado, anualmente, no dia 08 de dezembro.

Art. 2º  No Dia do Colunista Social, serão realizadas atividades objetivando a valorização desses profissionais, destacando o trabalho realizado pelos mesmos.

Art. 3º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º  Revogam-se as disposições em contrário.

 

Estando há quase 20 anos nesta profissão digo que os melhores momentos da minha vida foram proporcionados por esta profissão. Poder noticiar casamentos, nascimentos, aniversários valorizando as datas importantes para as pessoas, não tem preço. Um veículo de comunicação fica mais leve quando existe as notícias sociais de uma cidade. Por isso neste dia 08 de dezembro parabenizo aos colegas de profissão que por este mundo afora dão beleza, glamour e colorido as festas.

Aproveito para relembrar uma entrevista que dei a artista plástica e também profissional de comunicação Katia Velo de São José dos Pinhais. 

Colunistas sociais reunidos em Bonito, MS,
Colunistas sociais reunidos em Bonito, MS, - Foto: Divulgação.

Colunistas sociais reunidos em Blumenau, SC.
Colunistas sociais reunidos em Blumenau, SC. - Foto: Divulgação.

Colunistas da MBA reunidos em Campo Grande
Colunistas da MBA reunidos em Campo Grande - Foto: Divulgação.

Colunistas sociais reunidas em Blumenau, SC
Colunistas sociais reunidas em Blumenau, SC - Foto: Divulgação.

POR KATIA VELO

Vera Rosa é colunista social, filiada a Febracos-Federação Brasileira de Colunistas Sociais, a Mpidia Brasil Associados, apresentadora do Programa Vera Rosa no Portal VRNews onde é diretora executiva. Assina colunas sociais no Jornal Folha da Mulher e no Portal VRnews.  . 

Cerimonialista com formação pelo Conselho Nacional do Cerimonial Público, assessora de marketing, consultora de eventos, palestrante, produtora e organizadora de eventos e concursos. A pedido de Vera Rosa, o dia 8 de dezembro foi instituído o Dia do Colunista Social em São José dos Pinhais (lei no. 833), projeto criado pelo vereador Assis Manoel Pereira e sancionado pelo prefeito Leopoldo Meyer. 


O colunista é um profissional do gênero jornalístico que destaca costumes de uma época, de uma cidade, fatos e acontecimentos esportivos, sociais, artísticos importantes. Enfim, jornais e revistas possuem colunistas como colaboradores das matérias que o compõem. Para falar sobre este dia do Colunista – 8 de dezembro, convido Vera Rosa. 

Katia Velo - Consta que o colunismo social surgiu no periódico “The New York Sun” (Estados Unidos), no final do século XIX. No Brasil, por volta da década de 50, no Jornal Correio da Manhã do Rio de Janeiro. Talvez o mais famoso dos nossos colunistas foi Ibrahim Sued. E, atualmente temos vários como Joyce Pascowitch, Amaury Jr, entre outros. Em São José dos Pinhais você é uma das pioneiras no colunismo social. Como você começou a atuar nesta área profissional e como era no início? 

Vera Rosa - Nomes como o de Sued, nos reportam a uma época onde estar nas colunas sociais era sinônimo de poder, dinheiro, fama. Eles são considerados como “mestres”, e com certeza entraram para história. 
Já Amaury Jr, Pascowitch entre outros são as referência de uma nova geração, afinal mudou o conceito do papel de um colunista social. Temos que mostrar o brilho das festas, a evolução de uma cidade com o crescimento empresarial, reconhecer talentos, ter responsabilidade social e principalmente temos a função de informar com seriedade, com verdade. Sem denegrir ou ofender. 
Impossível deixar de mencionar que infelizmente, como em toda profissão há pessoas que não agem com ética. E por outro lado se intitulam colunistas sociais, pois entendem que para ser colunista social basta tirar uma foto e colocar uma legenda em baixo. E não é assim, o colunista precisa se envolver, construir, ter projetos dentro da sua cidade, não ser mercenário de seu próprio trabalho. O colunista precisa sonhar, ousar e ser parceiro do seu confrade. 
Em São José dos Pinhais, podemos nos sentir orgulhosos. São poucos lugares onde uma classe é tão unida. Nosso grupo é forte. Este é um grupo coeso que luta um pelo trabalho do outro. 


KV - O colunista social é um dos profissionais mais conhecidos pelo público leitor. A descrição que consta no Aurélio Buarque de Holanda (1999: 584) “texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal, e que tem como temas fatos ou idéias da atualidade, de teor artístico, político, esportivo, etc., ou simplesmente relativos à vida cotidiana”. Apesar da sua relevância, ainda não é tão valorizado. O que é preciso ser feito para mudar este quadro? 

VR - Em algumas rodas sociais ou não, ainda é visto como futilidade, o que é uma impressão totalmente errônea. Mas estamos otimistas, pois a classe cresceu e se desenvolveu em diversos segmentos. Vemos colunistas atuando em outras áreas e assim propagando nosso meio. Não há uma receita, mas podemos acreditar que quanto mais nos aproximarmos da verdade, dos fatos, isso vai fazer com que mais pessoas vejam o colunista social como uma pura fonte de informação. 

 

KV - "A única coisa necessária para a vitória do mal, é as pessoas de bem não fazerem nada!" Edmund Burk. Utilizo-me desta frase para perguntar. Em sua opinião, culturalmente não há um “fetiche”, uma atração por más notícias? 

VR - (risos) Olha é bem fácil afirmar que quando vemos uma situação que mereça uma postura mais rígida de nossa parte, a vontade de “alfinetar” é eminente. E não tem como disfarçar. Eu fico indignada com vários absurdos que vemos no comportamento em solenidades ou eventos. Algumas autoridades, ou pessoas que se acham autoridades deveriam ler mais livros especializados em etiqueta social, não só no comportamento como no vestuário. Penso que não nascemos sabendo tudo, mas devemos buscar conhecimento. E outras situações são por pura exibição ou esnobismo. Então nestas horas você se inspira. 

 

KV - A sua carreira está em franca ascensão? Como você tem obtido êxito? 

VR - Minha palavra de ordem é o equilíbrio, escrever uma paixão! Com esta frase defino meus sonhos. Não idealizei ter esta carreira, mas tive esta oportunidade em 1997 quando recebi o convite do diretor presidente do Jornal Agora Paraná, Sady Ricardo para estar mostrando o que acontece em São José dos Pinhais. 

Fiz disso minha profissão, busquei conhecimento, pertencer ao órgão oficial que é a Federação Brasileira, onde já fui responsável pela Região Sul no periodo de 2007 e hoje volto a este cargo. E ja respondi pelo Conselho Deliberativo. Procurei estar com bons equipamentos eletrônicos para realizar meu trabalho. Criei eventos como o Troféu Gente que Faz a Diferença. Lancei o livro “História e Talentos” que conta a história de SJP através das pessoas que nela vivem. Procurei me especializar na área do Cerimonial Público, área de ascendência para quem lida com eventos e consultoria de imagem. Acredito no que estou fazendo e faço com amor. Acredito nas pessoas. Porque sem elas meu trabalho não seria possível. Procuro estar com os pés no chão, ser realista, pois nós colunistas sociais lidamos com um dos piores sentimentos, o da “fogueira das vaidades”. E para isso é preciso não ser vaidoso no sentido pessoal, é preciso ser humilde, gostar do ser humano. 

Acredito que por isso tenho sido tão abençoada. Pela minha fé em Deus, crendo que o está reservado pra nós são coisas boas. Quando você deseja o bem para os outros, isso vem em beneficio próprio. 

 

KV - Considero-me “caçula” dos colunistas em nossa cidade (SJP). E, sou fruto, do trabalho de colunistas que assim como você sempre me apoiaram, incentivaram e deram cobertura as minhas exposições coletivas e individuais. Na verdade considero-me o resultado deste trabalho. Como você se sente, quando alguém como eu (e tantas outras pessoas), reconhece o seu trabalho? 

VR - Katia querida, ter este reconhecimento é melhor do que qualquer troféu que se tenha recebido. Quando recebo um prêmio fora daqui, sempre penso como seria bom se vocês pudessem estar lá vendo como é gratificante sair da sua cidade e as pessoas conhecerem você, seu trabalho. 

Por isso repito, me considero uma pessoa privilegiada por encontrar tantos amigos que tornam nosso trabalho tão mais fácil e recompensador. 

 

KV - No entanto, não são apenas flores no caminho, há também pedras e espinhos. O que você acha que ainda deve ser feito para que haja ainda mais reconhecimento deste profissional da comunicação? 

VR - Bom.. espinhos eu já tive muitos... mas acabo sempre fazendo a leitura de que quero ver o lado bom, mesmo nos momentos de crise ou aborrecimento. Foi enfrentando cada situação com calma e pensando no bem, que obtive bons resultados. 

Acredito que se o profissional for honesto e acreditar nele mesmo e trabalhar, o reconhecimento vem. 



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