Segunda, 08 de outubro de 2018, 00:00 h - Atualizado em 08/10, 00:00 h

Mastologista alerta sobre a importância da mamografia.

O rastreamento mamográfico pode levar a chances de cura acima de 90%.

HNSG:Outubro Rosa
Autor: HNSG
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Outubro Rosa busca a conscientização das mulheres a respeito da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Especialistas destacam a importância da mamografia, que deve ser realizada obrigatoriamente a partir dos 40 anos e é mais importante que o autoexame. “ O autoexame permite o contato de lesões palpáveis, ou seja, quando o tumor possui pelo menos 1 cm, e para que o tratamento seja menos agressivo, o diagnóstico precoce descoberto pela mamografia, antes da doença se manifestar clinicamente, é mais eficaz”, orienta o mastologista do Graças, Dr. Cícero Urban.

O rastreamento mamográfico pode levar a chances de cura acima de 90%. “E isto é fundamental para que possamos reduzir a mortalidade desta doença que deverá acometer mais de 58 mil mulheres em 2018”, relata o médico. Nódulos, retração de pele, retração do mamilo, feridas na aréola e mamilo são sinais importantes. Mas as mulheres nunca devem esperar ter dor ou sentir algo para consultar o seu ginecologista.

 

Sobre a mastectomia

 

 

Quando uma mulher é diagnosticada com câncer de mama, uma das primeiras coisas que passa pela sua cabeça e por todos a sua volta é que ela terá que retirar a mama. O procedimento é a mastectomia, um momento muito difícil para as pacientes que enfrentam esta batalha.

O mastologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dr. Cícero Urban, explica que este procedimento pode ser evitado em alguns casos. “Nem sempre as mastectomia é realizada, algumas pacientes com câncer de mama podem ter suas mamas preservadas”, esclarece o médico.

A agressividade da cirurgia vai depender do estágio do tumor. O médico destaca que o câncer de mama não é uma única doença, mas uma classe de doenças, que pode variar, com tumores pouco agressivos a mais agressivos. “Tumores pequenos permitem cirurgias menos agressivas, porém, existem situações onde mesmo com tumores pequenos precisamos retirar a mama. E isto depende do tamanho da mama e de algumas características do tumor”, conta.

A mastectomia, com o passar do tempo e o avanço da medicina, está menos agressiva do que 30 anos atrás. “Procuramos obter o máximo da eficácia, com o mínimo da radicalidade”, explica Dr. Cícero. Ele também ressalta que, na maioria dos casos, após a cirurgia, é indicada e feita a reparação da mama. “Em ambos os casos procuramos realizar a cirurgia reparadora – de reconstrução mamária – no mesmo momento da cirurgia do câncer. A reconstrução é, portanto, parte do tratamento”, afirma.

Após a cirurgia, os cuidados pós-operatórios são essenciais para a recuperação da paciente, mas vão depender do tipo de cirurgia que ela foi submetida. “De maneira geral deve-se evitar atividades físicas mais intensas nas primeiras semanas, realizar fisioterapia precocemente e evitar o sol nas cicatrizes durante meses. Algumas pacientes necessitam de drenos, que também precisam de cuidados especiais. Mas geralmente é um pós-operatório tranquilo”, avalia.

O ideal e o objetivo dos médicos é que a mulher possa levar uma vida normal, o mais próximo do que ela viva antes do diagnóstico. “É isto que buscamos, qualidade de vida, não apenas a cura. Porém, sabemos que isto nem sempre é fácil. A mama é um órgão muito delicado para a autoestima feminina, para sua saúde física, sexual e psicológica. Assim , existem muitos aspectos envolvidos na superação desta doença. Mas o ideal é que possa levar uma vida normal”, conclui.

 

Menor tempo de cirurgia, para retirada de tumor de mama

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), possui a tecnologia Faxitron, que poucos hospitais do país possuem, e que é um grande avanço para a área de mastologia. O aparelho, permite que a biópsia do tumor da mama, seja feita durante a cirurgia. Antes o tempo de cirurgia era muito maior. A peça operatória depois de ressecada, era enviada para um aparelho de mamografia fora do centro cirúrgico. “Este processo levava de 15 a 20 minutos, com a paciente anestesiada e algumas vezes era necessário repetir e esperar o mesmo tempo de novo”, explica Dr. Cícero.

O Faxitron, além de tornar a cirurgia muito mais rápida e segura, também permite imagens radiográficas em tempo real e com alta precisão de peças operatórias, principalmente de tumores não palpáveis. “A qualidade da imagem do Faxitron é muito superior, permitindo avaliar com maior precisão as microcalcificações, nódulos e margens de ressecção em poucos segundos”, afirma o especialista.



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