Sexta, 15 de fevereiro de 2019, 08:30 h - Atualizado em 15/02, 09:05 h

O resgate de uma cerveja genuinamente Paranaense

Conheça mais sobre a primeira cerveja paranaense

Jorge Marcondes:Universo cervejeiro
Autor: Redação
Foto: Divulgação

Para começarmos bem esta nova etapa, vamos falar de algo bem paranaense. Desde o ano passado (2018), o meu amigo Beto Glaser está resgatando um pouco da história paranaense.

 

O Beto é publicitário e proprietário da Cervejaria Curitiba, sobre a qual já abordamos em texto anterior aqui na coluna. Ele a esposa, a administradora Adriane Aumann Glaser, tocam a loja com muito carinho e atenção para com os clientes, se esmerando na escolha das cervejas e das comidas da loja. Vale a pena conferir, pois o ambiente é extremamente agradável.

 

Fábrica da cervejaria Cruzeiro
Fábrica da cervejaria Cruzeiro - Foto: Acervo pessoal

Beto conta que certa vez seu pai contou que a família já havia tido uma fábrica de cerveja, que era muito procurada pelas pessoas nos finais de semana. Isso fez com que ele tivesse a vontade de resgatar a nostalgia dos tempos da cervejaria que a família teve.

 

A cervejaria Cruzeiro, da qual o pai do Beto falou, foi criada em 1870 e encerrada em meados de 1950. Após mais de 140 anos, Beto Glaser, bisneto do fundador da cervejaria Cruzeiro, procurou em meados de 2015 resgatar a histórica receita da Cruzeiro Keller Bier trazida da Áustria no século 19, inclusive utilizando os mesmos ingredientes e simulando o exato processo de produção trazido ao Brasil pelo imigrante austríaco João Leitner.

 

A fábrica original foi aberta no final da Alameda Dom Pedro II, no bairro do Batel. Ali antigamente havia um bosque que ia até a antiga Churrascaria Cruzeira, na Avenida do Batel, e era um local no qual as pessoas se reuniam para conversar e tomar cerveja. Hoje no local existe um prédio residencial

Foto: Divulgação

ntão, para este resgate o Beto levou quase dois anos pesquisando com o pai, os tios e em livros, a respeito da imigração alemã. Como curiosidade, nas pesquisas

 

Beto descobriu que no processo de produção havia o uso da chamada decocção no processo de mostura, que consiste em extrair uma parte do malte, ferver até caramelizar e depois devolve para a panela a 67 graus, procurando com isso, realçar o aroma do malte no mosto.

 

Depois vem a etapa da maturação a 4 graus e a infusão de chips de carvalho francês, buscando simular a maturação em barris de carvalho que na época era feita no porão da fábrica.

 

Assim, após resgatar a receita original, foram necessários pelo menos cinco lotes de cerveja até acertar a receita, chegando à versão atual, que é uma cerveja Lager que realça o malte, possui notas de carvalho e apresenta 4,9 % (ABV - teor alcoólico). Uma cerveja com alta drinkability para os dias frescos.

 

E Beto conta que o objetivo principal deste projeto é resgatar o hábito das pessoas de irem até a loja, para poderem se deliciar com esta cerveja saborosa, para descontraírem com os amigos que farão em um local muito bacana. Isso quer dizer que ele deseja tornar a Cervejaria Curitibana um ponto de encontro, assim como era na fábrica do bisavô.

Foto: Divulgação

Nos guias as informações sobre a Kellerbier são de que é uma cerveja mais maltada, com caráter de lúpulo mais pronunciado, sendo refrescante e muito fácil de beber. A cor vai do amarelo médio ao dourado claro. A espuma é branca, cremosa com boa persistência. O sabor é moderadamente maltado, com um perfil arredondado e um amargor moderado para lúpulo condimentado, floral ou herbal. O final é fresco e seco, mas o retrogosto permanece maltado. Na Boca, o corpo é médio e a carbonatação vai de baixa a média, podendo ter uma textura ligeiramente cremosa.

É um local que vale a pena ser conhecido, pois a carta de cervejas é muito bacana, tanto no TAP quanto na geladeira.

 

Cheers!!!



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