Terça, 07 de novembro de 2017, 08:16 h - Atualizado em 07/11, 08:26 h

Pertencimento - Como as pessoas podem dizer que não se importam com a opinião dos outros sobre elas?

Um texto para se fazer pensar

Rafaela de Andrade:De Bem com a Vida
Autor: Rafaela de Andrade
O conteúdo desta matéria é de total responsabilidade do autor.
Foto: Divulgação.

Não entendo como as pessoas podem dizer que não se importam com a opinião dos outros sobre elas. Aliás, entendo. O que acredito que elas querem dizer é ‘eu não quero nem devo me ferir com críticas infundadas a meu respeito. Se tiverem fundamento então....!’

Mas todos nós precisamos pertencer à algum lugar e sentir que contribuímos para este lugar e as pessoas deste lugar da mesma maneira que precisamos nos expressar. Hoje sonhei que minha sogra sorriu pra mim. Na realidade ela me odeia, mas foi estranhamente bom saber que ao menos neste sonho ela olhou pra mim e sorriu, ou seja, fui capaz de fazer algum tipo de bem à ela. Isso tudo está interligado.

Não significa se transformar para agradar o outro, não..., não é isso. É poder sentir a liberdade de ser quem somos em qualquer lugar, sem medo de emitir opiniões, sem autocensura. Deve ser por siso que as pessoas admiram Dercy Gonçalves. Ela entrava nos lugares e falava o que pensava com as útimas palavras que qualquer pessoa estaria morrendo de vontade de falar, mas não falava porque não seria educado. Nessa de ter educação e outras coisas consideradas necessárias vamos nos perdendo e de repente sentimos que nem temos mais opinião própria.

A luta interna é ‘preciso me encaixar, quero ser uma pessoa agradável’ e ‘quero dizer exatamente o que penso mesmo que não agrade’. O engraçado é que a primeira opção nos faz muito pequenos e infelizes e a segunda... ahh, a segunda.... Essa precisa de muita coragem para ser colocada em prática e por incrível que pareça geralmente é ela que acaba agradando os outros. E.., bom, se não agradar, não importa. É onde eu queria chegar. Se nós colocamos pra fora tudo com absoluta sinceridade, vem uma sensação de plenitude e esperança... e considerando que somos seres bons, obviamente não queríamos fazer o mal, logo também estamos fazendo algum tipo de bem. O problema surge quando estamos sufocados por verdades não ditas. Meu amigo....haha, quando chega a hora que você para de se calar e grita....isso sai com uma proporção absurda e acaba não condizendo com a realidade do que você gostaria de dizer. Claro, porque então se unem as verdades com toda a raiva que a repressão traz. Podem surgir brigas e pode ser que você precise se desculpar depois e dizer ‘não.., também não era pra tanto, me desculpe.’ São barreiras que precisamos ultrapassar, eu diria.

A barreira da autocensura, a dificuldade em pedir desculpas, em dizer eu te amo, etc. É um assunto complexo. Tudo tem a ver com pertencimento e auto expressão. E espero que estas duas coisas possam caminhar juntas... para seu próprio bem e felicidade.



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