Quarta, 23 de maio de 2018, 18:18 h - Atualizado em 23/05, 18:22 h

Precisamos falar sobre Fake News

A irresponsabilidade de disseminar boatos pela internet pode nos custar caro

Redação:Empresarial
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Essa semana, numa manhã fui comunicado sobre a morte do jornalista Alberto Dines, aos 86 anos. Talvez você não saiba quem ele é e não é de se recriminar, pois, num país de tantas celebridades instantâneas, homens como Dines as vezes ficam um pouco longe das lentes de TV e internet. Fundador do OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA Dines era um dos pilares do jornalismo brasileiro.

Alberto Dines era um jornalista à moda antiga, daqueles que saiam com um bloco de notas e um lápis na mão, para não perder nada, quando nem tudo era notícia e era preciso vasculhar os fatos para os interessados.

Dois ótimos exemplo de filmes que tratam desse tipo de jornalismo são The Post e Todos os homens do presidente, os quais são abordados nesse ótimo vídeo ensaio do canal Entre Planos

Em paralelo a isso, surgiu na internet um barulhão de um grupo de jovens apolíticos e apartidários, alguns deles, paradoxalmente, eleitos para cargos do legislativo, pasmem, acusando agencias de checagem de notícias de estarem sendo parciais nas análises e de serem comunistas. O Grupo que acusa as agencias é também muito conhecido por espalhar notícias falsas pela internet, ou seja, são promotores, segundo acusações, de FAKE NEWS.

Face News não são simplesmente, NOTICIAS FALSAS, como uma tradução direta poderia nos fazer acreditar, mas, mais do que isso, FAKE NEWS são uma estratégia de marketing baseado em mentiras, se utilizado da credulidade da pessoa que recebe somada ao sensacionalismo, que passado de boca em boca, acaba se anexando ao senso comum e em pouco tempo uma história absurda passa a ser considerada verdade absoluta e incontestável, sobre tudo, quando essa história vem a confirmar o nossos ideias religiosos ou políticos.

Lembra dos médicos cubanos que eram guerrilheiros treinados para dar início numa revolução comunista no Brasil? Os haitianos refugiados que ganhavam título de eleitor para votar na Dilma? Os recibos do bolsa-família que declaravam ganhos de dez mil reais por mês?! Lembra que eu 89, se o Lula ganhasse ele colocaria uma família de nordestinos para morar na sua casa?! 

A maioria dessas histórias é, hoje, disseminada por aplicativos de troca de mensagens e invariavelmente vem de pessoas que temos relação AFETIVA, pois, modo geral, não trocamos mensagens com quem não gostamos. Uma avó, uma tia, pais, um primo, grupo da academia, condomínio, trabalho, futebol, pais e professores, etc.… 

Na maioria das vezes, essas pessoas não são especialistas nos temas que espalham pelo grupo e pior que isso, muitas vezes, elas não se dão ao trabalho de verificar se a mensagem é verdadeira, falsa ou apenas exagerada e repassam num ritmo frenético para que todos saibam daquela “verdade” o quanto antes na melhor das intenções, mas como diz o dito popular, destas o inferno está cheio.

2018 promete ter uma eleição ainda mais acirrada do que a de 2014, e seja você de esquerda ou de direita, centro ou apolítico, saiba, irá receber mensagens duvidosas com o objetivo de conduzir sua intenção de voto a partir de argumentos completamente mentirosos e não existe maneira mais objetiva e funcional de estancar as fake news do que verificar antes de repassar e só assim poderemos acabar com a indústria da mentira política transmitida de celular em celular e honrar a memória de homens como Alberto Dines que dedicou-se e arriscou a vida enfrentando a ditadura no Brasil para que pudéssemos ser uma nação pautada pelos fatos e não pelos boatos

No podcast (programa de áudio distribuído pela internet) NBW, um amigo meu fala um pouco mais sobre essa questão e como são criadas as FAKE NEWS no Brasil.

http://podcastnbw.com/archives/podcast/5minutosnbw-o-combate-as-fake-news-18-01-2018



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