Segunda, 07 de maio de 2018, 16:49 h - Atualizado em 07/05, 17:32 h

Projeto Solyra - Há um ano mudando o mundo através da arte com acessibilidade

As idealizadoras Amanda Lyra e Jordana Soletti convidam músicos da cidade à se apresentarem nas escolas especializadas em deficientes motores, visuais, auditivos e intelectuais.

Redação:Cultura
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

As artistas Amanda Lyra e Jordana Soletti uniram as forças para levar a arte até as crianças e adultos com vários tipos de deficiência, da motora à intelectual, criando o Projeto SoLyra. São mais de 1500 alunos com deficiências beneficiados toda semana com shows ao vivo em suas escolas, do rock ao samba, do pop ao sertanejo, do blues ao reggae.

Desde maio de 2017, o Projeto SoLyra convida artistas a se apresentarem solidariamente nas escolas inscritas no projeto. São 9 apresentações toda semana, fora os eventos realizados em prol da conscientização da igualdade, solidariedade e acessibilidade que levam os artistas do projeto para shows voltados para o público com e sem deficiência, colaborando para a real inclusão e socialização de todos.

Foto: Divulgação.

Teve seu início na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE), em Curitiba com um pocketshow acústico com as idealizadoras Jordana e Amanda. A Associação do Deficiente Motor (ADM) também já uma das escolas beneficiadas com o projeto e toda sexta-feira ganha uma apresentação diferente para os alunos. Hoje atende nove escolas especiais.

Já realizaram as ações: Evento #mudandoOmundo, com o apoio da Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, onde das 9h ás 17h realizou show dos artistas do projeto para inúmeras escolas que se juntaram na Praça da Espanha na comemoração do dia internacional da pessoa com deficiência em dezembro de 2017, o show das idealizadoras do Projeto na Semana da Síndrome de Down no Instituto Reviver Down em março de 2018 e o a programação especial de shows durante o evento "Todos pelo Autismo" no Parque Barigui, realizado pela UPPA (União de pais pelo Autismo) no último dia 08 de abril.

Foto: Divulgação.

Mais de cem artistas abraçaram a ideia, entre eles:   BANDA TELEVETOR, JAVALI BANGUELA, FABIO ELIAS RENATO XIMÚBANDA OPERARIOS DUB, RAFIUSKIVANIO LIRABANDA PARANÓIA, FABIANO GOMES, LOREN & GIULIANO BOMPEIXE, LUCAS STIVAL, BANDA ETN’SHEBANDA VIVOTRIO, BANDA SOUL BROOKLYN, GARÇA STIVAL, RONALDO DOM, LETICIA KIVEL, ANDRÉ PULGA, RAVI BRASILEIRODANILO RUDAH, MARCELO VIANA, MÔNICA BEZERRA, VINÍCIUS MELLO E VÁLVULA VAPOR, JANGHI SEBASTIAN, BANDA ACOUSTICA, CRIS OLIVER, RED FRANCIS, LUISÃO ANDRADE, JOHAINE, GUS PIASECKI, GABI NICKEL, DENI  T, DAIO BARONI, BANDA DJAMBI, PUNKAKE, ROGÉRIO CORDONI, ANGELA SOUL, DJ LUANA CHERRY, MARCOS HINES, , WESLEY (WESLEY & HENRIQUE), BACK AND THE BONES, LUIGI PONIWASS, TACY DE CAMPOS,  JULIANO SCHIMIDT, GIL GABRIEL, VINICIUS E RAFAEL OLIVEIRA, ESTAÇÃO 41, IVAN CORREIA, BAHBI AZAD, DYAN LOHAN, MOTOROCKERPUNKAKE, entre outros nomes da música curitibana.

Foto: Divulgação.

“É muito difícil para algumas famílias levarem as crianças ou adultos que tem uma deficiência mais severa para curtirem shows e apresentações artísticas. Então toda semana levamos um artista diferente para se apresentar nas instituições que já são parceiras. É sem dúvida o maior presente da minha vida, o que eu quero fazer pra sempre. Vamos sempre lutar para que as limitações físicas e intelectuais não impeçam de sentirem o poder da música, do teatro, da arte”- Amanda Lyra (trecho da entrevista para o jornal Folha da Mulher)

Os artistas interessados podem entrar em contato no email projetosolyra@gmail.com, ou pelos telefones (41)99904-1954 ou (41)98465-6491.

 

Como surgiu:

Em setembro de 2016, Amanda Lyra sofreu um acidente e como é portadora de Atrofia Muscular Espinhal, acabou adiantando sua ida para a cadeira de rodas.

Infelizmente muitos dos bares não possuem acessibilidade e sem ter força nos braços o suficiente para se transportar, necessita de ajuda constante. A impossibilidade de voltar ativamente na cena musical deixou sua amiga Jordana Soletti muito chateada e as duas resolveram agir! Foram atrás da prefeitura de Curitiba para organizarem um evento onde os artistas deficientes se apresentem com uma estrutura digna e acessível.

 

Durante a organização, surgiu o Projeto Solyra, que tem o intuito de levar arte com acessibilidade para crianças e adultos com vários tipos de deficiência, da motora à intelectual. O projeto convida artistas de todos os meios a se apresentarem gratuitamente em instituições especializadas, em Curitiba

A ação tem despertado a sensação de mudar o mundo através da superação, da arte e do amor ao próximo.



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