Segunda, 16 de abril de 2018, 19:22 h - Atualizado em 16/04, 19:24 h

Sugestões de Fred Benjamin da Millesime Wine Consultancy e embaixador dos Vinhos do Alentejo no Brasil

Com seleção de vinhos (abaixo) para serem apreciados nessa estação do ano, com dicas de pratos que harmonizam muito bem com cada sugestão.

Redação:Cidades
Autor: Redação
Foto: Divulgação.

Com a chegada do inverno, a Vinhos do Ajentejo, através de seu embaixador no Brasil, Frederico Benjamin, fez uma breve seleção de vinhos (abaixo) para serem apreciados nessa estação do ano, com dicas de pratos que harminizam muito bem com cada sugestão

- Reguengos Garrafeira dos Sócios – Carmim

Originário da Sub-região de Reguengos, onde o clima é marcado por verões quentes e secos, além de invernos frios, que permitem um excelente amadurecimento das uvas em solos rochosos, este vinho é elaborado com as castas Alicante Bouchet (50%), Trincadeira (30%) e Aragonês (20%). Com aromas primários de frutas vermelhas maduras, e secundários de chocolate e caramelo, o vinho estagia cerca de 12 meses em pipas de Carvalho Francês. Em boca, este vinho tem bom corpo e boa persistência. Harmoniza muito bem com Costela assada com abobora e cebolas grelhadas

 

- Don Rafael - Mochão

Originário da Sub-região de Portalegre, onde os picos podem chegar a mais de mil metros de altitude, o clima da localidade proporciona vinhos mais frescos e elegantes. Elaborado com as castas Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonez, este vinho estagia em tonéis de carvalho português e em barricas de carvalho francês por no mínimo de 12 meses. De cor profunda, com aromas frutais e florais, em boca, este vinho tem um excelente equilíbrio e persistência. Harmoniza muito bem com Lombo de porco ao forno com purê de batata doce.

 

- Cortes de Cima Syrah

Originário da Sub-Região da Vidigueira, única no Alentejo que possui influência marítima, os vinhos desta localidade são frescos. A influência pode ser percebida por meio de brisas que entram no continente e auxiliam no arrefecimento da temperatura. Este fator, em conjunto com a falha da Vidigueira, uma cadeia montanhosa de orientação Este- Oeste, permitem que a região possua o clima mais fresco do Alentejo. Elaborado com a casta Syrah, em boca, este vinho é muito equilibrado e profundo. Com notas de especiarias e madeira muito bem integradas, os vinhos desta região apresentam também aroma de frutas vermelhas e negras. Harmoniza muito bem com Cordeiro braseado com ervas finas e purê de batatas com amêndoas tostadas.

 

- Marques de Borba – João Portugal Ramos

Originário da Sub-região de Borba, conhecidas também pelo solo Argilo-cálcarios (com presença de xisto), os vinhos desta localidade têm excelente concentração aromática. Elaborado com as castas, Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, em boca, este vinho tem bom equilíbrio e acidez. De característica intensa e taninos suaves, este vinho possui aroma frutado de amoras, cassis e compotas. Harmoniza muito bem com Filet de Frango à parmegiana

 

 

Indicação especial

 

- Vinho Paulo Laureano Tradições Antigas Talha de Barro

O Alentejo tem sido o grande guardião dos vinhos de talha, preservando até os dias de hoje este processo de vinificação desenvolvido pelos romanos. A talha é um recipiente de barro, mais ou menos poroso - de acordo com o tipo de argila que é feito -, com o objetivo de permitir a fermentação de mostos vínicos e posterior armazenagem de diversos produtos líquidos com destaque para o vinho e azeite.

O vinho elaborado pelo conceituado enólogo português Paulo Laureano, com o uso desta técnica de características milenares, resultou em um lote especial no qual uma talha, forneceu 4000 garrafas de vinho tinto.

Elaborado com uvas de vinhedos antigos de Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro, Tinta Grossa e Alicante Bouschet, estas uvas foram manuseadas como se faziam antigamente, ou seja, foram esmagadas e desengaçadas num ripanso (velha peça em madeira que serve para esmagar ligeiramente as uvas de forma manual). Na sequência, foram colocadas em talhas, onde fermentaram durante 8 dias para uma boa extração de cor e taninos.

Finalizada a fermentação o vinho clarifica-se naturalmente por meio da decantação de todos os sólidos no fundo da talha. Logo em seguida, é retirado o vinho já fermentado com cascas, sementes e alguns engaço, para a filtragem. Após este processo o vinho é armazenado em recipientes de inox por alguns meses para um melhor afinamento aromático e de estrutura.

De cor vermelho rubi, com aromas frutais de frutas vermelhas maduras, em boca, este vinho tem muita fruta, boa persistência e equilíbrio.Harmoniza muito bem com Picanha nas brasas com batatas rusticas.

 

SOBRE A CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é um organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano.

É também responsável pela promoção dos Vinhos do Alentejo, no mercado português e em mercados-alvo internacionais. Sua atividade é financiada através da venda dos selos de garantia que integram os contrarrótulos dos Vinhos do Alentejo.

Para mais informações acesse: www.vinhosdoalentejo.pt



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