Segunda, 10 de setembro de 2018, 19:01 h - Atualizado em 10/09, 19:05 h

Suicídio: um espaço vazio e escuro na sociedade

Um texto da psicóloga Franciele M. Souza Prestes

Franciele M. Souza Prestes:Empresarial
Autor: Franciele M. Souza Prestes
O conteúdo desta matéria é de total responsabilidade do autor.

Falar sobre suicídio sempre é denso e trabalhoso em encontrar palavras para falar sobre o tema, porém ouvir sobre a temática é muito mais difícil.  Na maioria das vezes que ouvimos a palavra SUICÍDIO ela é indigesta aos nossos ouvidos.  Ainda hoje, o suicídio é um tabu em nossa sociedade, o que possibilita interpretações errôneas e mitos sobre o tema. Então enquanto psicóloga meu objetivo é tentar desmitificar algumas coisas sobre o assunto e esclarecer alguns comportamentos.

É comum ouvir com frequência alguns discursos, como por exemplo: cão que ladra não morde, é para chamar atenção, falta de louça para lavar, é frescura, falta de Deus no coração... entre tantas outras falas pejorativas que menosprezam o sofrimento alheio.

Primeiramente, é necessário que as pessoas compreendam que depressão é uma patologia, que por mais que não é vista, ela existe, há níveis e tipos diferentes de quadros clínicos e suas causas são diversas. A depressão e suas nuances podem atingir qualquer pessoa: independente de classe social, idade, gênero, nível intelectual, raça, credo e região geográfica. Ninguém é imune a depressão. E a ideação suicida é um sintoma deste quadro depressivo, no qual inúmeras pessoas chegam ao ato de fato.

As pessoas que apresentam ideação suicida, elas de fato estão sofrendo e não conseguem ver saída para retirar a dor que carregam junto a elas. Há algo dentro delas que precisa “morrer”, porém elas estão tão imersas naquele buraco vazio, profundo e negro que não conseguem distinguir o que precisa morrer, e acabam literatizando, acreditam que tirando a vida é única forma do sofrimento acabar.

Por isto, é que de grande importância que as pessoas busquem informações consistentes sobre a depressão, julguem menos e acolham mais. Que a sociedade proporcione um espaço para acolher as pessoas, que esclareça sobre o tema, que realize campanhas, etc. Pois com uma rede de proteção em torno das pessoas que sofrem de depressão, ajuda de profissionais especializados, (psiquiatra e psicoterapia) é possível que a pessoa saia deste abismo e retome a vida!

É importante que a pessoa realize um tratamento completo, pois muitas vezes elas se abarrotam de medicamentos por anos, sem compreender o que levou a ter tais sintomas e desta forma não transformando o que precisa ser transformado.  Ressalvo que o uso de medicamento é de extrema importância para o tratamento, desde que seja feito por um profissional qualificado e que seja acompanhado por este e em conjunto com a psicoterapia.

 

 

 

 

 

Franciele M. Souza Prestes
Franciele M. Souza Prestes - Foto: Divulgação.

Texto de Franciele M. Souza Prestes - CRP 08/ 17220

Psicóloga formada pela PUC-PR;
Especialista em psicologia analítica;
Orientações aos pais e escolas;
Supervisão clínica para psicólogos;
Atua como psicóloga clínica nos atendimentos individuais com crianças, adolescentes e adultos;
Realiza cursos, grupos, palestras para psicólogos e demais pessoas;
Experiência de 10 anos com crianças com autismo;
Experiência com aplicação de testes psicológicos em concursos públicos;



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