Terça, 14 de agosto de 2018, 18:36 h - Atualizado em 14/08, 18:36 h

Violencia contra mulheres, vamos falar disso?

Hoje essa coluna não vai somente falar sobre Direito Penal, hoje convido você leitor, a uma reflexão...

Direito & Cidadania :Empresarial
Autor: Leila Leprevost
O conteúdo desta matéria é de total responsabilidade do autor.
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Sempre quando redijo um artigo, faço uma breve pesquisa sobre os temas de Direito Penal que estão em destaque no momento eem poucas linhas procuro explicar os aspectos jurídicos daquele assunto.

Esse mês vou fazer diferente, quero instigar o nosso raciocínio sobre o assuntoque ultimamente recheia todos os noticiários: a violência contra mulher.

Segundo dados do instituto Maria da Penha, no Brasil, A CADA 2 SEGUNDOS, uma mulher é vítima de violência física ou verbal.

Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio... Sob diversas formas e intensidades, a violência contra as mulheres é recorrente e não conhece barreiras geográficas, econômicas e sociais.

Contudo o tema ainda é um tabu. Noto no meu cotidiano que é comum que a mulher vítima de violência seja tratada com desdém e pior que isso, seja culpabilizada pela violência que sofreu.

Isso é reflexo da cultura da inferioridade feminina, dodiscurso de que o “lugar de mulher é na cozinha”, de que não há problema em piadas infames, que não há problema em ver a mulher como objeto, que não há problema em prender a mulher em relacionamentos abusivos por dependência financeira, etc...

Você já parou para pensar que para grande parte das pessoas não causa espanto que a mulher demore mais para chegar aos altos cargos de trabalho, não causa espanto que a mulher ganhe menos que o homem, não causa espanto que a mulher se obrigue das tarefas de casa, não causa espanto quando se sabe que uma mulher é agredida. De certa maneira apenas se aceita tudo isso, como se fosse normal.

É assustador dizer, mas me parece que existe a tendência social de verificar a mulher sempre como coadjuvante, e, por isso, é fundamental desnaturalizar papéis para construir uma cultura de respeito aos direitos humanos das mulheres em sua diversidade.

Verificando essa disparidade entre homens e mulheres, no Brasil, temos avanços na Lei que permite a proteção mais efetiva das mulheres. Dentre esses avanços, podemos citar a Lei Maria da Penha e a inclusão do Feminicídio no Código Penal.

É muito importante que as pessoas próximas a casos de abuso ou as próprias vítimas tomem a iniciativa de fazer a denúncia dos agressores. Apenas com o conhecimento do abuso é possível tomar providências. E sim, temos Delegacias especializadas para isso e que realmente funcionam.

Além disso, A Secretaria Nacional de Politica para as Mulheres, do Ministério dos Direitos Humanos, disponibiliza aCentral de Atendimento à Mulher em Situação de Violência - Ligue 180 – que é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido desde 2005.

Se a denuncia é um dos importantes eixos de proteção as mulheres é a conscientização sobre o tema que fará com que no futuro os níveis de violência diminuam. Então, que tal continuar falando sobre isso?


Comentários desta notícia:


18/08, 20:21 h -Jaqueline Fonseca :

"Esse tema tem sido frequente , absurdo,desconcertante ! Agir, cuidar, orientar e sempre preciso !mas acima de tudo e não ser omisso ! Denunciar é necessário "

18/08, 20:21 h -Jaqueline Fonseca :

"Esse tema tem sido frequente , absurdo,desconcertante ! Agir, cuidar, orientar e sempre preciso !mas acima de tudo e não ser omisso ! Denunciar é necessário "

18/08, 20:21 h -Jaqueline Fonseca :

"Esse tema tem sido frequente , absurdo,desconcertante ! Agir, cuidar, orientar e sempre preciso !mas acima de tudo e não ser omisso ! Denunciar é necessário "



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