Curitiba chora: morre aos 73 anos, o cantor e compositor, João Gilberto Tatára

Foto: Divulgação

Por Vera Rosa
Nesta terça-feira (21) a notícia do falecimento aos 73 anos, o músico, compositor, poeta, pintor e escultor e parte da história cultural de Curitiba João Gilberto Tatára deixou estarrecida a classe de músicos paranaenses. Considerado o padrinho de quase todos os músicos de Curitiba, idealizador da “Segunda Autoral” que acontecia no Bardo Tatára, sua luta foi sempre pela valorização dos artistas. Figura caricata da capital paranense, hoje ele deixa um legado que com certeza irá perpetuar nas vozes que ele ajudou a serem escutadas.
Na rede social uma enxurrada de homenagens de seus familiares, dos fãs, dos músicos. Em comunicado oficial a família informou seu falecimento:
“A dor no coração é imensa, mas o gigante legado que o Tatára vai nos deixar é maior. João Gilberto Tatára deixa este plano hoje, aos 73 anos. A família agradece enormemente por todo o carinho recebido nestes dias de luta.”

Nós do Portal VRNews, prestamos homenagens a este artista que com sua mente, mudou a vida de muitas pessoas, vai em paz Tatára!!!

Tatára

Amanda Lyra:

Tatára, nosso véio guerreiro, foi um revolucionário a vida toda e agora descansou… padrinho de quase todos os músicos de Curitiba, poeta, gênio das harmonias mais loucas e lindas… sua voz vai ecoar pra sempre, vá em paz, cercado de toda luz que mandamos pra você…

#riptatara.

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Fábio Elias:
Muito triste!
Nosso querido João Gilberto Tatára foi vencido pelo câncer. Você sempre será lembrado por todos nós, músicos e artistas de Curitiba. Foi embora o nosso maior incentivador da composição musical. Descanse em paz, meu querido amigo! Valeu por tudo! Nós te amamos! ❤️

Tatára
Jordana Soletti
Foto: Divulgação

Tatára

Thiago Lemes:
Vá com Deus mestre Tatára, que a sua passagem seja de muita paz, luz e serenidade junto aos guias… Sua alegria sempre estará viva em nossos corações!!
“Ai que saudade matadeira…”
Foto: Divulgação

Tatára

Ni Salles:
“Eu sou o sol, preciso entrar”
Obrigada por encher minha vida de oportunidades, meu amigo
Foto: Divulgação

TataraGil Gabriel:

Que Deus te receba de braços abertos Bardo guerreiro.
A saudades será imensa, mas seguiremos o seu exemplo.
Obrigado por tudo querido amigo.
A cantoria seguirá no céu ao lado do nosso querido Cabelo.
Vá em paz!

Foto: Divulgação

VIDA E  CARREIRA

Por: Barulho Curitiba
Com mais de 800 músicas compostas e dois discos gravados, “Jogo de Espelhos” e “Águas do Futuro”, este último em parceria com o inseparável multi-instrumentista Romano Nunes Cabelo, Tatára sempre quis ver e lutou por ter músicos curitibanos participando efetivamente do cenário musical brasileiro.
Tatára foi em busca de seu grande desejo, de ser um grande artista reconhecido nacionalmente muito cedo. Aos 16 anos já viajava para São Paulo e Rio de Janeiro sozinho, apenas com seu violão e um gravador para conquistar seus sonhos. Em uma dessas viagens a São Paulo, num momento de solidão, compôs a música que faz parte do cd “Curitiba Canta Tatára” e interpretada por Gil Gabriel. “Mãnhê” foi escrita para seus pais que estavam em Curitiba. Nestas idas e vindas, conheceu e conviveu com muitos músicos e artista de nome nacional. Podemos citar Toquinho, Elis Regina, Belchior e Vinicius de Morais, que chegou a declarar em um jornal que havia conhecido o maior compositor do sul do país ao conhecer Tatára.

Seu primeiro disco, “Águas do Futuro”, foi gravado no começo dos anos 80 na antiga Chantecler, junto com seu parceiro de muitos anos, Romano Nunes, o “Cabelo”, e produzido pelo grande maestro curitibano Waltel Branco. Montou o show “Jogo de Espelhos”, do qual também foi extraído um CD lançado em 2007, que lotou por sete noites o Teatro do Paiol.
Em 2014, artistas gravaram uma antologia de treze composições chamada ‘Curitiba Canta Tatára’. O álbum foi produzido por João Gilberto Tatára Filho, Gil Gabriel, Alexandre Trauer e Marcelo Pulga, com direção musical de Fábio Lima, ratifica o legado de um dos mais importantes compositores e ativistas culturais da capital.

Tem seis livros publicados, Tatára sempre lutou pelo reconhecimento da música curitibana. Nos anos 70, produziu o festival Ovolusom. Além da sua extensa carreira – de 50 anos, ele foi o criador da Segunda Autoral – um espaço democrático, onde compositores têm a oportuniade e de subir ao palco e apresentar suas obras no Bar do Tartára, na Avenida dos Estados, 810, no Água Verde. Mesmo na pandemia de coronavírus, com o bar fechado, Tartára transmitia apresentações dos artistas pelas redes sociais.

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