Nova placa dos veículos

Placa
Foto: Divulgação

Já faz algum tempo que estamos vendo circular nos veículos a nova placa de identificação.
Ela foi planejada para ser implantada em países do Mercosul, porém, eu pessoalmente tenho minhas ressalvas, pois num país de dimensões continentais com 27 Estados, 01 Distrito Federal e 5.570Munícipios, mais de 210.000.000 de habitantes, termos uma placa onde se identifica apenas o país, traz algumas dificuldades para a população e integrantes da área de segurança.

Usemos como exemplo um Vigilante que trabalha em uma agência bancária, com as placas antigas se ele visse um carro suspeito, a primeira coisa que ele observava era se o veículo era da cidade ou de fora.

Com essa simples observação ele já tinha uma pré-avaliação e em caso de achar suspeito ligava ou para sua empresa ou para o 190 e tirava suas dúvidas.
Com a nova placa a única informação que temos é que é do Brasil o veículo.

A grande maioria da população desconhece que a primeira letra da placa identifica o Estado onde o veículo foi emplacado pela primeira vez. E que a mudança para a placa nova manteve a estrutura de letras e números mudando apenas o primeiro número por uma letra.

Placa antiga        Placa nova
0                         A
1                         B
2                         C
3                         D
4                         E
5                         F
6                         G
7                         H
8                          I
9                         J

Portanto, uma placa ABC 1234 passa a ser ABC 1C34 – o número dois é trocado pela letra C.  A necessidade de mudarmos a estrutura da placa é real devido ao grande número de veículos que compõem nossa frota nacional, mas o governo poderia fazer um aditivo para melhor identificar o o local onde o veículo está registrado.

Em vez de apenas BRASIL, constar por Ex.: BRASIL – PARANÁ – CURITIBA, desta forma seria muito mais prático e funcional a identificação do veículo.
Infelizmente estivemos acostumados a ver serem criados obrigações na área de trânsito através do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito, para apenas beneficiar algumas pessoas.

Ex.: kit de primeiros socorros – depois de obrigar os proprietários de veículos a comprar o kit, simplesmente informaram que não era mais obrigatório

Extintor de incêndio – obrigaram os proprietários a trocar os extintores e depois mudaram a legislação para que o extintor fosse facultativo. Além do prejuízo dos proprietários, ainda causaram prejuízos enormes para os comerciantes que vendiam extintores, pois tiveram que encomendar grandes quantidades para atender a demanda e com a mudança da norma ficaram com estoques encalhados e contas a pagar.
Por isso nunca esqueçam, PREVENIR é sempre o melhor remédio.
Para consultas ou sugestões de pauta envie um e-mail para [email protected]

 

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Cel Costa Filho

Especialista em Segurança, colaborador do Portal VRNews. Assina coluna toda terça-feira. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade do autor.

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